O ouro fechou a sessão desta terça-feira (14) em forte alta com enfraquecimento do dólar ante moedas fortes e preços do petróleo abaixo de US$ 100 o barril, em meio a expectativas de uma segunda rodada de negociações entre EUA e Irã. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou com alta de 1,73%, a US$ 4.867,70 por onça-troy. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "XAUUSD", "XAUUSD" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "08509f0"} ); Já a prata para maio avançou 5,77%, a US$ 79,53 por onça-troy.O que impulsionou o ouro?Segundo o The New York Post, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, em entrevista nesta terça-feira, que as negociações com o Irã “podem ocorrer nos próximos dois dias” no Paquistão.“Algo pode acontecer nos próximos dois dias, e estamos mais inclinados a ir para lá”, disse. Na véspera (13), o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que os EUA mudaram “constantemente” suas demandas durante as negociações do fim de semana em Islamabad. Mas citou progressos nas conversas. Em entrevista, também ontem, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, também citou progressos nas negociações.“O ouro agora é uma questão de defesa cambial”, escreveram analistas da TD Securities. “Historicamente, a percepção de derrota (dos EUA) incentivou aliados a acumular ativos mais seguros, enquanto a percepção de vitória absoluta pode ser necessária, de forma assimétrica, para dissuadir esse comportamento”, escreveram em relatório. “Em outras palavras: a batalha por Ormuz agora se concentra na defesa da moeda”, afirmaram os analistas. Para a TD Securities, a fase de defesa da moeda neste conflito é desfavorável ao ouro, enquanto a percepção de uma vitória completa estiver em alta, o que acaba por dissuadir as compras de ouro, “já que as nações priorizam as importações de energia, a estabilização econômica e cambial em detrimento da diversificação de reservas”.*Com informações de Estadão Conteúdo