‘Lenda eterna’: Comunidade esportiva lamenta a morte de Oscar Schmidt

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A lenda do basquete brasileiro e mundial, Oscar Schmidt, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. A morte foi confirmada pela família do “Mão Santa”, porém a causa da morte não foi divulgada. Oscar deixa a esposa, Maria Cristina Victorino, com quem é casado desde 1981, e dois filhos, Felipe e Stephanie.Diversas entidades do mundo esportivo lamentaram a morte do segundo maior pontuador da história do basquete. Em nota, o Ministério do Esporte manifestou profundo pesar e afirmou que Oscar “foi um dos maiores nomes da história do basquete e um dos maiores atletas do esporte brasileiro.”Também afirmou que o ala deixou um legado inesquecível na Seleção Brasileira, sendo o maior cestinha da história, com 7.693 pontos. O ministério prestou solidariedade a familiares, amigos, fãs e toda a comunidade esportiva.O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) lamentou profundamente a morte de Oscar. “Mais do que resultados e medalhas, Oscar representou valores que definem o espírito olímpico: dedicação, superação, respeito ao adversário. Em cada competição levou consigo não apenas o talento, mas também a inspiração para todos que acreditam no poder transformador do esporte e a bandeira brasileira no coração”, lamentou por meio de nota Marco Antonio La Porta, presidente do COB.Recentemente, ele foi homenageado no COB, no último dia 8, e introduzido ao Hall da Fama, mas não pôde comparecer por estar se recuperando de uma cirurgia. Ele foi representado pelo filho.A NBA Brasil lamentou o falecimento do Mão Santa e classificou Oscar como uma “lenda eterna do basquete brasileiro e um dos maiores nomes da história do esporte”. Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por NBA Brasil (@nbabrasil)A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) disse que Oscar era um “atleta incansável, sinônimo de patriotismo, garra e talento”. O presidente Samir Xaud afirmou que o Brasil se despede de um gigante.Clubes em que Oscar atuou, como Palmeiras, Corinthians, Flamengo, e até clubes pelos quais ele não jogou, como Vasco da Gama e São Paulo, se manifestaram nas redes sociais. O Alviverde, time pelo qual estreou em 1975, afirmou que, após o diagnóstico de câncer em 2011, Oscar se tornou “um exemplo de fé, perseverança e amor à vida”.TítulosOscar Schmidt venceu os Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, batendo o time da casa, em uma das maiores vitórias da história do basquete brasileiro, e que foi um dos motivos pelos quais os Estados Unidos montaram seu lendário Dream Team.Mão Santa tem diversos recordes, principalmente olímpicos. Ele fez o maior número de pontos em um jogo, com 55, contra a Espanha em 1988. Também tem a maior média de pontos em uma edição das Olimpíadas, com 42,3. Foi cestinha por 3 edições, e também é o maior cestinha da história da Seleção Brasileira de Basquete. É o segundo maior pontuador da história do basquete, com 49.973 pontos.O ex-atleta também foi campeão dos Sul-Americanos de 1977, 1983 e 1985. Oscar é recordista de pontos em Olimpíadas, com 1.093 pontos em cinco edições.  Foi introduzido ao Hall da Fama do Basquete americano em 2013, sendo um dos poucos a receber a honra sem ter atuado na NBA. Também integra os Halls da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba) e do basquete italiano e espanhol.Oscar jogou por diversos times no Brasil, como Palmeiras, onde conquistou o Campeonato Brasileiro de 1977, Flamengo e Corinthians, onde também conquistou o nacional em 1996. Foi campeão mundial com o Sírio, onde atuou de 1978 a 1982, vencendo o Mundial Interclubes de 1979, além do Campeonato Brasileiro do mesmo ano. Teve seu melhor momento da carreira pelo Juvecaserta, onde atuou por oito anos na Itália.Oscar quase atuou pelo Brooklyn Nets, da NBA, mas não assinou o contrato por ter que deixar de atuar pela Seleção Brasileira. Na época, o time se chamava New Jersey Nets, e selecionou Oscar no Draft de 1984, que contou com nomes lendários como Michael Jordan, Hakeem Olajuwon, Charles Barkley e John Stockton.