O BTG Pactual rebaixou a recomendação da ações da Fleury (FLRY3) de compra para neutro nesta sexta-feira (17).O banco também cortou o preço-alvo no final de 2026 de R$ 19 para R$ 18, o que ainda representa um potencial de valorização de 5,7% sobre o preço de fechamento anterior. Ontem (16), FLRY3 encerrou cotada a R$ 17,09.Em reação, as ações da companhia operam em queda no Ibovespa (IBOV). Por volta de 15h40 (horário de Brasília), FLRY3 caía 2,52%, a R$ 16,66. Acompanhe o Tempo Real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "FLRY3", "FLRY3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "0036174"} ); Em relatório, os analistas Maria Resende, Samuel Alves e Marcel Zambello afirmaram que a revisão não reflete uma deterioração operacional. Pelo contrário, o trio avalia que a companhia vem entregando resultados “consistentes” e a expectativa é de um balanço “favorável” no primeiro trimestre deste ano (1T26).Contudo, a equipe do BTG considera que a Fleury apresenta agora um valuation “menos atrativo” frente aos principais pares de saúde – Rede D’Or (RDOR3) e Bradsaúde.Nas contas do banco, Fleury negocia a múltiplo de 13,5x P/L 2026, versus 11,5x para Bradsaúde, apesar de perfis de crescimento de curto prazo semelhantes e baixa alavancagem, com Bradsaúde operando com caixa líquido.Já na comparação com Rede D’Or, a ação da companhia negocia no menor desconto relativo histórico, de 18%.O banco ainda avalia que a ação está “cara”. FLRY3 negocia aproximadamente um desvio padrão acima da média histórica, a 13x P/L projetado de 12 meses, versus média histórica de 9x.“Diante desse cenário, passamos a preferir exposição ao setor de saúde por meio de Rede D’Or e Bradsaúde, onde vemos melhor relação risco-retorno”, diz o relatório.As ações da Fleury sobem 12% no ano, contra 22% do IBOV. “O papel apresentou leve desempenho abaixo do Ibovespa, mas superou o índice ao excluir commodities.”Em comparação, Rede D’Or recua 1% no ano. Menor chance de M&AOutro fator que justifica a revisão, segundo os analistas, é uma menor probabilidade de uma aquisição (M&A).“O desempenho recente das ações de Fleury esteve fortemente atrelado às expectativas de M&A. Aproximadamente nove meses atrás, especulações sobre uma possível combinação com Rede D’Or impulsionaram uma expansão de múltiplos relevante”, escreveram os analistas.Eles agora consideram que essas discussões agora perderam força, já que os desenvolvimentos recentes envolvendo a Bradsaúde reduzem o racional estratégico de uma transação no curto prazo.O BTG também destaca que a recente aprovação de poison pill no estatuto reduz a chance de uma transação estratégica.Recentemente, a Fleury aprovou uma poison pill com gatilho de 20%, determinando uma oferta de ações (OPA) obrigatória com prêmio de 50% sobre o maior: preço médio dos últimos 12 meses ou preço que levou o acionista a ultrapassar o limite.“Em nossa visão, isso eleva significativamente as barreiras para aquisições hostis e torna qualquer M&A dependente de alinhamento entre o bloco de controle (Bradsaúde e médicos fundadores), além dos ex-acionistas da Pardini”, escreveram Maria Resende, Samuel Alves e Marcel Zambello.O que esperar daqui para frenteO BTG Pactual manteve as estimativas para Fleury inalteradas e espera um corte de apenas 4% no lucro líquido ajustado de 2026, refletindo um ritmo mais lento de queda nos juros.“Projetamos uma trajetória mais volátil ao longo do ano, com bases comparativas mais difíceis, influenciadas por efeitos de calendário, incluindo maior número de feriados e a Copa do Mundo”, escreveram os analistas.Para o 1T26, a equipe espera um balanço “sólido”, com crescimento orgânico de aproximadamente 8%, “que deve servir como referência para o crescimento de 2026”.