Deputado Lucas Bove vira réu por descumprir medidas protetivas contra ex

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O TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) tornou o deputado estadual Lucas Bove (PL) réu em um segundo processo legal envolvendo a ex-esposa, a influenciadora Cíntia Chagas. A decisão da Justiça considerou 10 episódios em que Bove descumpriu medidas protetivas de urgência.O parlamentar já é réu em um processo de violência doméstica contra Chagas, no período em que estavam casados, em 2024. Leia Mais Justiça aceita queixa-crime de Lucas Bove contra ex-mulher por difamação Cida é a 12ª troca do terceiro mandato de Lula; relembre as anteriores Deputado Lucas Bove cobra sigilo sobre acusação de agressão de ex-esposa O início do julgamento sobre a atual ação penal também decorrente de violência doméstica ficou marcada para outubro deste ano. Por considerar que o interrogatório pode oferecer risco ou constrangimento à vítima e às testemunhas, a audiência poderá ocorrer no formato virtual.No documento, a defesa de Bove respondeu à acusação considerando que houve quebra da cadeia de custódia, ou seja, quando há violação das provas relacionadas aos processos criminais que responde, e negou a autoria.Segundo a Justiça, os elementos colhidos durante a investigação comprovam a autoria do deputado na ação e são suficientes para a formalização da acusação, apesar das condutas citadas não constituírem como crime.Deputado Lucas Bove vira réu por violência doméstica | CNN 360º Em nota, a advogada de Chagas, Gabriela Manssur, afirmou que a acusação do atual processo não representa apenas uma resposta ao caso da apresentadora, mas ao de todas as mulheres que denunciam a violência.“Confiamos que o Poder Judiciário dará a devida resposta, assegurando a efetividade da Lei Maria da Penha e reafirmando que o descumprimento de medidas protetivas não será tolerado, sob pena de enfraquecimento da própria proteção estatal às vítimas.”, disse.A CNN Brasil entrou em contato com a defesa de Lucas Bove e aguarda retorno. O espaço segue aberto.Denúncia anteriorO deputado já foi indiciado pelos crimes de stalking e violência doméstica contra a ex-esposa em setembro de 2025.Em novembro do mesmo ano, o parlamentar tornou-se réu pelos crimes de violência psicológica, stalking, ameaça e lesão corporal, todos no âmbito da violência doméstica. Mas a Justiça negou o pedido de prisão solicitado pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo).Além disso, a mesma decisão considerou a denúncia por descumprimento de medidas protetivas que o proibiam de mencionar a vítima e o caso nas redes sociais.As postagens incluíam menções à vítima, críticas ao Ministério Público e comentários sobre o andamento do processo.O réu, no entanto, não foi preso, pois o TJSP entendeu que as violações não representaram risco à vítima por ocorreram apenas no ambiente virtual.Veja nota da defesa de Cíntia Chagas na íntegra“A confirmação do recebimento da denúncia oferecida pelo Ministério Público, imputando ao réu reiterados descumprimentos de medidas protetivas, representa uma resposta relevante não apenas neste caso, mas a todas as mulheres que encontram coragem para denunciar a violência. As medidas protetivas não são meras formalidades: são instrumentos essenciais de salvaguarda da integridade física e psicológica da vítima, e seu descumprimento deve ser tratado com a máxima seriedade pelo sistema de Justiça. Casos como este exigem análise com cautela, responsabilidade e, sobretudo, com observância ao julgamento com perspectiva de gênero, conforme diretrizes do Conselho Nacional de Justiça, considerando tratar-se de mulher em contexto de violência doméstica. Confiamos que o Poder Judiciário dará a devida resposta, assegurando a efetividade da Lei Maria da Penha e reafirmando que o descumprimento de medidas protetivas não será tolerado, sob pena de enfraquecimento da própria proteção estatal às vítimas.”IBGE: assédio sexual atinge 1 em cada 4 meninas estudantes no Brasil*Sob supervisão de Carolina Figueiredo