Foto: Montagem / Arquivo PessoalNo dia 7 de abril, foi celebrado o Dia do Jornalista, uma data que convida à reflexão sobre o papel desses profissionais na sociedade e também à valorização de suas histórias. Em Mirandópolis, três jornalistas com trajetórias distintas mostram como a profissão pode levar a diferentes caminhos, sem perder a essência: o compromisso com a informação e com as pessoas.De experiências locais à atuação em grandes veículos nacionais e internacionais, Vinicius Macedo, Fábio Menegatti e Luan Martins compartilham histórias que se cruzam pelo interesse em comunicar, informar e transformar realidades.Para Vinicius Macedo, o jornalismo nasceu ainda na infância, em experiências simples, mas marcantes. “Desde pequeno, sempre fui muito ligado aos eventos escolares. Na escola, comandava uma rádio escolar, fazia locuções e até narrava jogos de botão. Tudo isso despertou em mim o desejo pelo jornalismo”, relembra. Essa vivência inicial foi determinante para que ele enxergasse, mais tarde, o potencial da profissão em impactar vidas. “Percebi que, por meio do jornalismo, é possível ajudar a resolver problemas das pessoas, e isso me motivou a seguir”, completa Vinicius, que já atuou na TV Tem e no jornal AGORA NA REGIÃO, agora trabalha na prefeitura de Mirandópolis.Vinicius Macedo trabalhou em redações antes de iniciar na Prefeitura de Mirandópolis. Foto: Arquivo PessoalJá Fábio Menegatti trilhou um caminho que passou pela descoberta pessoal. Inicialmente voltado para a área da saúde, foi nas Ciências Humanas que encontrou sua verdadeira vocação. “Sempre tive afinidade com história, geografia, línguas. No cursinho, percebi que isso fazia parte de mim e decidi seguir o jornalismo”, conta. Ao longo de mais de duas décadas de carreira, acumulou experiências pelo Brasil e pelo mundo. “Já estive em 25 estados brasileiros e em 22 países. O jornalismo me levou a lugares e situações que jamais imaginei, como cobrir conflitos, desastres naturais e grandes eventos internacionais”, relata o jornalista que atualmente trabalha na Record em São Paulo.Luan Martins também teve sua decisão influenciada ainda cedo, mas com uma característica particular: o gosto pela informação. “Enquanto muitos assistiam desenhos, eu gostava de ver jornal. Passava horas acompanhando telejornais”, lembra. Esse interesse o levou à graduação em Jornalismo e a uma carreira sólida na televisão. “Grande parte da minha trajetória foi construída em emissoras, sempre com foco no jornalismo factual e de prestação de serviço, que é o que mais me identifica”, afirma Luan, que já trabalhou na Bandeirantes e hoje atua na Record em Campo Grande-MS.Fabio Menegatti durante reportagem na Armênia, com refugiados da guerra com o Azerbaijão. Foto: Arquivo PessoalRESPONSABILIDADEApesar das diferentes trajetórias, os três profissionais compartilham a visão de que o jornalismo vai muito além de informar. Para Vinicius, a responsabilidade é enorme. “Quando exercido com ética e responsabilidade, o jornalismo é um dos pilares da democracia. Sem apuração humana e compromisso com a verdade, não é jornalismo”, destaca.Fábio reforça a necessidade de preparo e profundidade. “Transformar fatos em notícia exige método, conhecimento e responsabilidade. A informação é um capital poderoso e precisa ser tratada com respeito”, afirma. Ele também chama atenção para a importância da formação contínua: “Estudar e entender o mundo é essencial para entregar um trabalho à altura da profissão”.Luan, por sua vez, destaca o papel ainda mais relevante do jornalismo na era digital. “Hoje, com a facilidade de disseminação de informações falsas, o trabalho do jornalista se torna ainda mais essencial. É preciso apurar, checar e levar à população conteúdos com credibilidade”, explica.Luan Martins durante reportagem nas ruas de Campo Grande. Foto: Arquivo PessoalCONSELHOSAo olhar para quem deseja seguir carreira, os três também deixam conselhos que dialogam entre si. Vinicius enfatiza o compromisso com a verdade e com a sociedade. Fábio destaca a dedicação e a necessidade de estudo constante. Já Luan reforça a importância da curiosidade e da comunicação. “O jornalista precisa gostar de ouvir histórias, conversar com pessoas e estar sempre atento ao que acontece”, resume.Três histórias, três caminhos distintos, mas uma mesma essência: o jornalismo como ferramenta de transformação, construída com responsabilidade, sensibilidade e compromisso com a sociedade. Em comum, além da origem em Mirandópolis, a certeza de que informar com qualidade continua sendo uma missão indispensável.O post Do interior ao mundo: três trajetórias, um mesmo compromisso com o jornalismo apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.