Greyson Nekrutman chegou ao Sepultura em 2023 de maneira rápida e nada comum, mas parece ter se adaptado o suficiente — e, agora, relembra sua entrada para a banda. O baterista, ex-integrante do Suicidal Tendencies, abordou o tema durante entrevista ao Thomann’s Drum Bash (via Blabbermouth) em um evento de bateristas na Europa.O americano entrou no lugar de Eloy Casagrande, que saiu semanas antes do início da turnê de despedida do Sepultura, “Celebrating Life Through Death”, para se juntar ao Slipknot. Greyson, que à época ainda estava no Suicidal Tendencies, contou como se deu o contato de Andreas Kisser.“É interessante porque o Suicidal foi minha primeira experiência tocando em grandes palcos e grandes festivais, e foi ótimo. Mas o verdadeiro desafio mentalmente foi essa transição. Porque eu estava na banda, estava tudo ótimo. E recebi uma ligação – Andreas, o guitarrista, me ligou pessoalmente e disse como estava a situação, que não havia mais baterista, e que eles precisavam de um baterista.E a melhor forma que posso descrever isso, e eu disse isso algumas vezes para minha família e amigos, é que foi uma decisão tipo [suspira profundamente], uma daquelas, porque eu sabia que tinha que dizer ‘sim’, mas eu sabia que estava assumindo muita responsabilidade. Mas eu tinha que fazer. Não havia jeito de dizer ‘não’, porque a única coisa que estava me parando era o medo.”Correndo contra o tempo junto do SepulturaNekrutman descreveu como foram os poucos dias de treino e ensaios antes de iniciar a turnê do Sepultura. Não foi nada fácil.“E foi difícil… eu me lembro de praticar… aqueles primeiros dias foram loucos. Eu passava talvez 13 ou 14 horas [por dia] — e não estou brincando — porque foram só uns 10 dias em casa antes de eu ter que ir para o Brasil. Então passei esses dias ensaiando. E me lembro que na metade disso, era provavelmente 2 da manhã, eu estava tocando desde as 8 da manhã. E eu estava tão frustrado porque estava tentando aprender aquelas músicas e eu ficava: ‘eu preciso sair e dar uma volta’. E eu saía para dar uma volta, saía de casa e pensava: ‘preciso fazer isso, mas vou precisar de tanto esforço’.”Greyson Nekrutman e a síndrome do impostorAinda falando sobre sua chegada ao Sepultura, Greyson Nekrutman demonstrou ainda “brigar mentalmente” com uma espécie de “síndrome do impostor”, principalmente quando fãs mais velhos o elogiam por seu trabalho. O baterista, de apenas 23 anos, disse:“Sim, é difícil porque sua mente prega peças em você. Sinceramente, tenho lutado com o fato de que pessoas vêm até mim e dizem: ‘oh, você é meu baterista favorito’, ou esses garotos que vêm e dizem coisas legais assim. E eu sempre fico meio: ‘Por quê? Sou só um garoto. Sou só um cara’. Tem um monte de gente muito mais velha do que eu que diz essas coisas, e é estranho, porque eu não me vejo assim. Às vezes eu queria ter um pouco de ego, porque eu sinto que isso meio que me protegeria desses sentimentos. Mas é difícil. Às vezes é realmente difícil aceitar a posição em que estou.”Quer receber novidades sobre música direto em seu WhatsApp? Clique aqui!Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Bluesky | Twitter | TikTok | Facebook | YouTube | Threads.O post As reflexões de Greyson Nekrutman sobre sua entrada para o Sepultura apareceu primeiro em Igor Miranda.