O Irã rejeitou participar de uma nova rodada de negociações no Paquistão sobre um possível cessar-fogo na guerra com os Estados Unidos, anunciou uma agênica estatal Irna. A decisão vem três dias antes do fim da trégua de duas semanss imposta pelo presidente Donald Trump e em um momento que o republicano subiu o tom e a delegação norte-americana se encaminha para Islamabad, onde as conversas tem acontecido.Segundo a agência, os Estados Unidos têm feito “exigências excessivas” e “demandas irracionais”. “Nessas condições não se vislumbra um cenário claro para negociações bem-sucedidas”, disse.Neste domingo (19), o Trump voltou a ameaçara destruir as infraestruturas do país do Oriente Médio em caso de fracasso das conversações. “Os Estados Unidos destruirão todas as usinas de energia e todas as pontes no Irã”. “CHEGA DE SER BONZINHO!”, advertiu. Segundo o republicano, os Estados Unidos oferecem um “acordo razoável” e que, em caso de recusa por parte de Teerã resultaria em uma resposta dura.A elevada de tom de Trump veio acompanhado do anúncio de quem uma delegação americana estará no Paquistão na segunda-feira (20) para retomar as negociações com o Irã. Segundo a coluna do Eliseu Caetano, da Jovem Pan, a missão diplomática será conduzida por dois nomes próximos ao presidente Donald Trump: Steve Witkoff e Jared Kushner.O vice-presidente JD Vance, que esteve presente na primeira rodada de negociações, não integrará a missão a pedido de Trump, que quer liderar o acordo de paz. Segundo apuração, a decisão foi tomada por questões de segurança, em razão da sensibilidade do cenário, e do interesse do republicano de assinar o acordo de cessar-fogo. Ele deseja estar pessoalmente diante dos iranianos, o que impediria a presença do vice-presidente na missão por questões de segurança.Fechamento de Ormuz Esse mais novo atrito e desentendimento do Irã e dos Estados Unidos vem em um momento em que o Estreito de Ormuz voltou a ser fechado depois de ser reaberto da sexta-feira (17). Neste domingo, a região permanecia fechada como retaliação ao bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos. Na sexta a reabertura do corredor marítimo gerou um impulso imediato nos mercados financeiros e provocou uma queda expressiva dos preços do petróleo. Entretanto, no sábado (18), poucas horas após a reabertura, o Irã anunciou a retomada do “controle rigoroso” de Ormuz, por onde, antes da guerra, transitavam 20% do fluxo global de hidrocarbonetos.“Qualquer tentativa de aproximação do Estreito de Ormuz será considerada cooperação com o inimigo e o navio infrator será tomado como alvo”, advertiu a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã. Lanchas rápidas iranianas chegaram a abrir fogo contra um petroleiro no Estreito de Ormuz, informou a agência britânica de segurança marítima, depois que o Exército do Irã anunciou o fechamento da rota de navegação.O líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, afirmou que a Marinha está preparada infligir “novas derrotas” ao inimigo. A declaração aconteceu logo depois que Teerã decidiu voltar a fechar o Estreito de Ormuz em resposta ao bloqueio americano de seus portos. “A valente marinha do Exército do Irã está pronta para infligir novas e amargas derrotas aos seus inimigos.”, escreveu Khamenei em sua conta no X (antigo Twitter).