A operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Duas Rosas II, que aconteceu na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (20), pretendia prender os 13 detentos e os líderes de facções do sul da Bahia, que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis, em 2024, e se refugiaram na comunidade, sob proteção do Comando Vermelho. Núbia Santos Oliveira, esposa de Wallas Souza Soares, conhecido como ‘Patola’, um dos líderes da organização criminosa, junto com Ednaldo Pereira dos Santos, conhecido como ‘Dada’, foi presa. Outros dois integrantes da organização também foram presos, porém os líderes seguem foragidos. A ação foi coordenada pela Core (Coordenadoria de Recursos Especiais). Segundo a Polícia Civil da Bahia, que participou da operação, os suspeitos conseguiram escapar por área de mata fechada. Ainda de acordo com as autoridades baianas, “o monitoramento e as investigações continuarão de forma permanente até a captura de todos os fugitivos”, afirma a Secretaria de Segurança Pública da Bahia. Leia Mais Operação no Vidigal: o que se sabe sobre prisões e apreensões no RJ Vídeo: Turistas ficam ilhados após operação contra líderes do CV no Vidigal Vídeo: Ação contra líderes do CV no Vidigal tem tiroteio e turistas ilhados Turistas ficam ilhados após operação contra líderes do CV no Vidigal | LIVE CNN Núbia é investigada por lavagem de dinheiro e possuía dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio, também é ser suspeita de ser uma das principais operadoras financeiras da facção baiana Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), ligada ao Comando Vermelho. Os outros dois presos, um deles é um dos criminosos mais procurados do estado de Goiás, e foi capturado em flagrante, com drogas, roupas camufladas e tentou usar um documento falso no momento da abordagem. O outro homem é de Minas Gerais e foi preso portando armamento de guerra, com fuzil e pistola. Impacto na rotina e turistas ilhadosO confronto gerou o fechamento total da avenida Niemeyer, na altura da Passarela do Vidigal, pelo Centro de Operações do Rio (COR). A via foi liberada apenas após a estabilização da área pelas forças de segurança.No topo da comunidade, um grupo de turistas ficou ilhado em um mirante devido ao risco provocado pelos disparos e ao bloqueio dos acessos.Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, as investigações apontam que os alvos da operação, mesmo foragidos, continuam exercendo papel de liderança e comando à distância, articulando ações criminosas e mantendo vínculos com o tráfico de drogas e outros delitos. *Sob supervisão de Thiago Félix e informações de Beto Souza