O diretor-executivo da Apple, Tim Cook, deixará o cargo em setembro e será substituído no comando da empresa por John Ternus, até agora responsável por produtos como o iPhone e o Mac, segundo um comunicado divulgado nesta segunda-feira (20).Embora Ternus fosse considerado o favorito para suceder Cook, que se tornará presidente-executivo do conselho de administração, não se esperava que essa transição ocorresse tão cedo.Cook chegou à Apple em 1998 e foi nomeado CEO em agosto de 2011, após a renúncia do emblemático Steve Jobs, enfraquecido por um câncer de pâncreas que o levaria à morte poucas semanas depois.Menos carismático do que seu antecessor, Cook revelou-se um empresário excepcional, conduzindo a Apple por um caminho de crescimento desenfreado.Entre 2011 e 2025, a empresa praticamente quadruplicou seu faturamento e viu sua capitalização se multiplicar até superar hoje os 4 trilhões de dólares (R$ 19,8 trilhões, na cotação atual), sendo a terceira companhia do mundo a conseguir esse feito.Embora críticos o acusem de não ter lançado nenhum produto tão transformador quanto o iPod ou o iPhone, Cook soube, em particular, impulsionar o desenvolvimento dos serviços.Esse setor, que inclui a loja de aplicativos App Store, as plataformas de streaming de música (Apple Music) e de vídeo (Apple TV), assim como o armazenamento de dados em nuvem (iCloud), tornou-se o principal motor de crescimento da empresa.No entanto, Cook e sua equipe perderam a virada da inteligência artificial (IA) generativa, marcada pela chegada do ChatGPT em novembro de 2022.Desde então, a Apple ficou para trás em relação aos grandes atores do setor e ainda não conseguiu integrar plenamente as novas capacidades da IA em seu produto principal, o iPhone, que continua à espera de uma nova versão da assistente Siri.Nas negociações eletrônicas após o fechamento de Wall Street, as ações da Apple caíam menos de 1%.