Em visita a Portugal, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e UE (União Europeia).Lula ressaltou a ajuda do país europeu para a assinatura do acordo.“Queremos que Portugal seja um parceiro comercial do Brasil e não só entrada para a União Europeia”, disse Lula ao lado do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, em declaração conjunta após reunião a portas fechadas. Leia Mais Indicado de Trump ao Fed evita cravar trajetória de juros dos EUA Ormuz, Pequim e 2050: a convergência que ninguém está olhando Trump diz que chefe de energia está "errado" sobre preços da gasolina Lula ressaltou que o acordo abriria um mercado de US$ 22 bilhões e criticou o parlamento europeu que moveu recursos para impedir a entrada em vigor do acordo.“Agriculturas do Brasil e da UE não são competitivas, mas complementares”, defendeu o presidente brasileiro, em referência a países europeus, principalmente à França, cujo os agricultores criticam o acordo pela alta competitividade do agronegócio brasileiro que os ameaçaria.Ainda tratando do comércio global, Lula defendeu a recuperação da OMC (Organização Mundial do Comércio) e criticou o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por não dar continuidade à assinatura de acordos quando assumiu o cargo.Reino Unido acompanha acordo Mercosul-UE, diz especialista | MONEY NEWS“Quem na década de 80 defendia livre comércio se tornou protecionista”, disse o presidente brasileiro, que também citou a China como exemplo de ganho de competitividade.Lula reforçou que o Brasil não aceita uma guerra fria na qual seria obrigado a optar pelo comércio com os EUA ou com a China.O que deve ficar mais barato com o acordo entre Mercosul-UE