Representantes de montadoras e fabricantes de autopeças do Brasil e Argentina deram início a uma agenda de convergência para modernizar a política automotiva bilateral, em reunião realizada em Buenos Aires nos últimos dias.O encontro reuniu as principais entidades representativas do setor nos dois países, a Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), pelo lado brasileiro, e a Adefa (Asociación de Fábricas de Automotores) e a Afac (Asociación de Fábricas Argentinas de Componentes), pelo lado argentino. Leia Mais Crise de energia evidencia dependência da Ásia às importações, diz FMI Produção industrial dos EUA cai 0,5% em março ante fevereiro Prévia do PIB sobe 0,6% em fevereiro, diz BC O objetivo central é adequar e fortalecer a Política Automotiva Bilateral, conhecida como ACE 14, diante de um cenário de transformação tecnológica acelerada, além da crescente competição comercial e tensões geopolíticas.As entidades esperam que novas regras sejam estabelecidas antes de 2029, com foco na criação de um ambiente favorável ao fluxo de investimentos equilibrados na região.O acordo acontece em meio ao crescimento das montadoras chinesas na América Latina. Em fevereiro, o Brasil teve pela primeira vez um carro elétrico na primeira colocação em vendas no varejo.Foram emplacadas 4,1 mil unidades do modelo Dolphin Mini, da BYD, nesse período, conforme informação da própria montadora.No CNN Talks, o diretor de branding e comunicação da BYD Brasil, Pablo Toledo, confirmou o foco da empresa no Brasil: “Queremos nos tornar top 3 no mercado até 2028, e liderar até 2030”.O setor automotivo binacional movimenta um mercado estimado em 350 milhões de pessoas, com capacidade de produção de 5 milhões de unidades por ano. No último triênio, o conjunto das indústrias realizou investimentos superiores a US$ 22 bilhões.Setor de frigoríficos aposta em captação de recursos internacionais | CNN AGRO NEWSA participação do setor no PIB industrial é de 20% no Brasil e de 8,40% na Argentina. O comércio intrarregional entre os dois países representa entre 55% e 70% das exportações de produtos industrializados trocados entre eles.Entre os pontos de convergência definidos na Declaração de Buenos Aires, as entidades comprometeram-se a desenvolver uma estratégia de especialização produtiva voltada à complementação entre os dois países.A proposta inclui ainda o fortalecimento das cadeias de valor locais, com ênfase na produção de sistemas de autopeças de maior complexidade tecnológica.As entidades também acordaram avançar na harmonização de regulamentos técnicos automotivos, incluindo normas aplicáveis ao mercado de reposição, e na facilitação dos processos aduaneiros nas fronteiras entre os países.Com alta no petróleo, governo acende alerta para evitar efeitos no Brasil