WhatsApp se consolida nas vendas on-line enquanto Facebook e lojas próprias perdem fôlego

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Oito em cada dez donos de pequenos negócios apontam que o WhatsApp é o seu principal canal de comunicação e de vendas. O índice cresceu um ponto percentual em comparação a 2024 e agora alcança 82% dos microempreendedores individuais (MEI) e das micro e pequenas empresas. O dado faz parte da 12ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae.A ferramenta está à frente de redes sociais como o Instagram e o Facebook, de marketplaces e de aplicativos de entrega e lojas virtuais próprias. “Percebemos que, quando os pequenos negócios entram no cenário de inovação e digitalização, há mais inclusão e competitividade. O WhatsApp é um exemplo que dar oportunidade de organizar o atendimento e os contatos, centralizando informações e facilitando a vida do empreendedor com ações como listas de transmissão, que otimiza o tempo e permite que ele chegue a mais clientes”, explica Rodrigo Soares, presidente do Sebrae.O Instagram aparece como segundo lugar na preferência dos empreendedores, com 57%. Já o Facebook, apesar de ser a terceira opção mais votada, vem apresentando queda na popularidade, recuando para 30% em 2026. Em novembro de 2021, a 13ª edição do estudo “O impacto da pandemia de coronavírus nos Pequenos Negócios” apontava que 42% dos empreendedores de pequeno porte usavam o Facebook como canal de comercialização. As lojas virtuais próprias também tiveram redução – de 14%, em 2021, para 10%, em 2026.Segundo a 12ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, 73% dos empreendedores desse porte afirmaram utilizar ferramentas on-line para venderA pesquisa também revelou que há espaço para o crescimento do e-commerce com a utilização de ferramentas de marketplace. O Mercado Livre, que é um dos parceiros do Sebrae, é o canal que tem a maior parcela de usuários entre os pequenos negócios (7%), seguido pela OLX (3%) e Magalu e Amazon (1%). Em 2025, o Sebrae ajudou mais de 728 mil pequenos negócios a se destacarem no mercado digital.Legado digitalEm março deste ano, 73% dos empreendedores desse porte afirmaram utilizar ferramentas on-line para vender, segundo a 12ª edição da Pulso. Desde 2021, a proporção de MEI e donos de micro e pequenas empresas que lançam mão de plataformas conectadas à internet para o comércio se manteve no patamar entre 70% e 75%.“Os pequenos negócios fizeram da necessidade de novos meios de comércio uma oportunidade para aumentar as vendas, o que gera renda e cidadania”Rodrigo Soares, presidente do Sebrae Nacional“Foi uma escalada digital que começou há alguns anos e se manteve, mostrando que os empreendedores conseguiram ultrapassar as dificuldades iniciais e consolidar sua presença on-line”, completa.A 12ª edição da Pulso ouviu mais de 8,2 mil empreendedores de todo o país no período de fevereiro e março de 2026. Entre as perguntas, os entrevistados tinham que responder se utilizavam redes sociais, aplicativos ou a internet como ferramenta de vendas. A resposta foi afirmativa para 73% dos entrevistados, com destaque para os MEI (75%).