Engie Brasil (EGIE3) anuncia repactuação bilionária para as usinas Cana Brava e Ponte de Pedra

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A Engie Brasil (EGIE3) informou nesta quinta-feira (16) que seu Conselho de Administração aprovou a adesão ao mecanismo de repactuação das parcelas vincendas do Uso do Bem Público (UBP) relativas às usinas hidrelétricas Cana Brava e Ponte de Pedra. A decisão fundamenta-se na Lei 15.235/2025, que autoriza concessionárias a quitarem obrigações futuras do prazo original de concessão mediante um pagamento único. Este montante é calculado com base no valor presente das parcelas, conforme apuração técnica realizada pela Aneel e detalhada no Despacho nº 668 de fevereiro de 2026.A análise interna da Companhia concluiu que a operação representa uma criação de valor para os ativos envolvidos, segundo fato relevante. Para a usina Cana Brava, a dívida registrada era de aproximadamente R$ 3 bilhões, mas será quitada por cerca de R$ 1,7 bilhão. Já para a usina Ponte de Pedra, o compromisso de R$ 1,4 bilhão cairá para cerca de R$ 653 milhões. No total, a Engie deixará de pagar R$ 4,4 bilhões ao longo do tempo para realizar um pagamento único de R$ 2,3 bilhões.O desembolso final passará por ajustes financeiros específicos antes da liquidação. O valor será acrescido da variação da taxa Selic acumulada desde 8 de dezembro de 2025 até o dia do pagamento efetivo. Dessa cifra corrigida, serão subtraídas as parcelas mensais de UBP que já foram quitadas pela empresa durante esse intervalo, também atualizadas pela mesma taxa de juros.A Engie dispõe de um prazo de 30 dias após a adesão para assinar o termo aditivo ao contrato de concessão junto ao poder concedente. Após essa assinatura, abre-se uma nova janela de 30 dias para a liquidação financeira total. Os efeitos contábeis da operação devem ser reconhecidos nasdemonstrações financeiras do segundo trimestre de 2026.