Petrobras (PETR4) tem forte alta com Brent perto de US$ 100 e puxa petroleiras na bolsa

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As ações das petroleiras operam em forte alta no Ibovespa (IBOV) nesta quinta-feira (16), com a disparada do petróleo em meio a incertezas sobre as negociações de paz no Oriente Médio. Os papéis da Petrobras (PETR3;PETR4) chegaram a subir mais de 4%. Por volta de 15h10 (horário de Brasília), PETR3 subia 4,31%, a R$ 53,72 e liderava a ponta positiva do Ibovespa. Já PETR4 tinha alta de 3,48%, a R$ 48,49, e figurava como a ação mais negociada da B3 com 63,3 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,730 bilhão. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "PETR4", "PETR4" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "0a08de9"} ); new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "PETR3", "PETR3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "9928bd5"} ); No mesmo horário, os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência mundial e para a política de preços da estatal, operava com avanço de 4,53%, a US$ 99,19 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.“Se tivéssemos que eleger um único nome do setor no atual contexto, seria a companhia”, escreveram os analistas do Brasdesco BBI/Ágora Investimentos, Vicente Falanga e Ricardo França, em relatório divulgado pela manhã. Para a dupla, a ação da Petrobras oferece um proteção relativa à volatilidade do petróleo via política de preços domésticos de um intervalo potencialmente favorável do Brent entre US$ 80–90/barril no curto prazo, “que sustenta a geração de caixa com menor ruído político”. Os analistas ainda destacam que o dividend yield estimado em 6,5% em 2026, acima dos pares emergentes e que a petroleira apresenta um perfil de risco retorno mais equilibrado à frente do próximo ciclo eleitoral. A recomendação, porém, é neutra para PETR4. No radar, os investidores monitoram a Assembleia Geral Ordinária (AGO), iniciada nesta tarde, para definir o conselho de administração da companhia pelos próximos dois anos.Os acionistas já aprovaram as contas da companhia e a distribuição de dividendos do ano passado e a proposta de orçamento de capital privado relativo ao exercício de 2026. Para este ano, a estatal prevê investimentos de R$ 114 bilhões. Do total, R$ 83,6 bilhões será destinada para o segmento de Exploração & Produção e outros R$ 19,9 bilhões serão alocados para Refino, Transporte e Comercialização. Petroleiras em altaAlém de Petrobras, as junior oils operam com fortes ganhos nesta quinta-feira. Prio (PRIO3), por exemplo, sobe cerca de 2%. Às 15h10, PRIO3 tinha alta de 1,72%, a R$ 64,28. Mais cedo, o Bradesco BBI elevou o preço-alvo de PRIO3 de R$ 58 para R$ 69 no final deste ano, o que representa um potencial de valorização de 9,2% sobre o preço de fechamento de ontem.Mas, segundo os analistas, a ação pode chegar a R$ 76 quando considerados dividendos e recompras, o que implica em um retorno total potencial de 18%. A recomendação neutra foi mantida.As ações da PetroReconcavo (RECV3) também opera em alta de 1%. Brava Energia (BRAV3) destoa do setor e opera em leve queda. As ações reagem, em segundo plano, à atualização de reservas. Ontem (15), a companhia informou que sua certificação de reservas, com data-base em 31 de dezembro de 2025, totalizou 459 milhões de barris de óleo equivalente (boe) em reservas provadas (1P) e 611 milhões de boe em reservas provadas mais prováveis (2P).A certificação foi elaborada por consultorias independentes e contempla ativos onshore, como Potiguar e Recôncavo, além de campos offshore, incluindo Atlanta e Papa-Terra, segundo a empresa.O Santander avaliou a divulgação como “neutra“.“Acreditamos que expectativas mais realistas de produção e um capex mais focado podem compensar custos de extração mais elevados, enquanto a Brava pode se beneficiar do atual ambiente de preços mais altos do petróleo”, afirmaram analistas em relatório.O banco tem recomendação de compra com preço-alvo de R$ 20 em dezembro, o que representa um potencial de desvalorização de 5,8% sobre o preço de fechamento de ontem. Petróleo dispara em meio à incertezasConsiderado um dos “termômetros” do mercado para medir o apetite e aversão a risco dos investidores, o petróleo ganha força em meio a incertezas geopolíticas — com novos desdobramentos nas negociações de um cessar-fogo. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os líderes do Líbano e de Israel concordaram em um cessar-fogo por 10 dias, mas não informou a data para início.O chefe da Casa Branca ainda anunciou que a próxima reunião, dando início a segunda rodada de negociações, entre Washington e Teerã acontecerá no fim de semana e acrescentou que o cessar-fogo de 15 dias “não precisa ser estendido”Segundo a Bloomberg, alguns líderes do Golfo Pérsico e da Europa acreditam o acordo de paz entre EUA e Irã pode levar até seis meses.O Bradesco BBI atualizou as estimativas para a commodity e passou a projetar o barril do Brent a US$ 85 em 2026, de US$ 63 anteriormente. Para 2027, a projeção subiu de US$ 67,50 para US$ 80. “Em nossa avaliação, o conflito tende a provocar mudanças mais persistentes na dinâmica de oferta edemanda, incluindo a recomposição de estoques no pós guerra, maior complexidade e custos para reativação de poços, aumento de despesas logísticas — como frete e seguros — e alterações estruturais nas rotas globais de suprimento, o que pode beneficiar produtores da América Latina”, escreveram os analistas Vicente Falanga e Ricardo França, em relatório.