Fungo parasita que transforma aranha em “zumbi” é descoberto em MG

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Uma nova espécie de fungo parasita de aranhas foi encontrada na Mata da Biologia e no Recanto das Cigarras, áreas de floresta localizadas dentro do campus da UFV (Universidade Federal de Viçosa), em Minas Gerais.Segundo a pesquisa, a espécie pertence a um grupo que se hospeda e infecta aranhas, manipulando seu comportamento e transformando os animais em verdadeiros “zumbis”.O fungo foi batizado pela equipe do Laboratório de Ecologia e Comportamento da Universidade (Labecom) de Gibellula mineira. Leia Mais Mosquito transmissor da malária é junção de 5 espécies, diz estudo Cientista batiza nova espécie de inseto com o nome da esposa Nova espécie de morcego é descoberta no Brasil; veja À CNN Brasil, o professor da UFV e orientador da pesquisa, Thiago Kloss, explicou que o nome foi escolhido para homenagear o local onde a nova espécie foi descoberta. Toda a descrição dela foi baseada em fungos coletados nas florestas do campus da universidade.A descoberta brasileira se deu durante o mestrado da estudante Aline dos Santos, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia (PPG Ecologia), e foi publicada na Fungal Biology, revista da tradicional Sociedade Micológica Britânica (British Mycological Society).Para o professor Thiago Kloss, a descrição de novas espécies é fundamental para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade das florestas tropicais, especialmente de grupos ainda pouco estudados, como os fungos “caçadores de aranhas”.“Os fungos são organismos frequentemente negligenciados em estratégias de conservação, e o avanço no conhecimento sobre a sua diversidade e distribuição é essencial para aumentar sua visibilidade e fortalecer iniciativas voltadas à sua proteção”, afirmou.Veja animais com características únicas na natureza Trocar imagemTrocar imagem 1 de 19 Parente do demônio da Tasmânia, o quoll do norte é um pequeno marsupial carnívoro que é objeto de um mistério biológico. Os machos são tão loucos por sexo que morrem de exaustão depois de uma maratona de acasalamento • Pixabay Trocar imagemTrocar imagem 2 de 19 Conhecido como “primo do canguru”, o vombate-de-nariz-pelado, ou vombate-comum, chama a atenção no mundo animal por um aspecto curioso: fezes em forma de cubos ou blocos • Jamie La/Moment RF/Getty Images/File via CNN Newsource Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 3 de 19 Dasyurus viverrinus, marsupial que vive nas florestas da Tasmânia, consegue brilhar no escuro • Prêmio de Fotografia Científica Beaker Street/Ben Alldridge Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 4 de 19 Muitas corujas-das-torres têm a parte inferior branca, uma característica que os pesquisadores sugerem que poderia permitir que as aves imitassem efetivamente a Lua, como uma forma de camuflagem antes de surpreender a presa • Juanjo Negro via CNN Newsource Trocar imagemTrocar imagem 5 de 19 Colêmbolo globular, um tipo de inseto que consegue dar cambalhotas para trás no ar, girando mais de 60 vezes a altura do seu corpo em um piscar de olhos. Eles podem atingir uma taxa máxima de 368 rotações por segundo • Adrian Smith Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 6 de 19 Pássaros canoros do gênero Junco-de-olhos-escuros mudaram o tamanho dos bicos durante o período da pandemia de Covid nos Estados Unidos por conta da mudança da oferta de alimento em um campus da Universidade da Califórnia • Sierra Glassman Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 7 de 19 Ácaros (batizados de Araneothrombium brasiliensis) parasitam aranhas e formam um colar de larvas para sugar fluídos. Descoberta brasileira envolveu pesquisadores do Instituto Butantan • Ricardo Bassini-Silva /Instituto Butantan Trocar imagemTrocar imagem 8 de 19 Veronika, uma vaca da raça Swiss Brown, vive em uma fazenda na pequena cidade austríaca de Nötsch im Gailtal. Ela surpreendeu cientistas ao demonstrar inteligência e usar ferramentas para se coçar • Antonio J. Osuna Mascaró Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 9 de 19 Nas águas geladas da Baía de Bristol, no Alasca, um novo estudo revela como uma pequena população de baleias beluga sobrevive ao longo do tempo por meio de uma estratégia surpreendente: elas acasalam com múltiplos parceiros ao longo de vários anos • OCEONOGRAFIC DE VALENCIA HANDOUT / REUTERS Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 10 de 19 Imagens feitas por pesquisador da UFSC mostram fungo parasita que controla aranhas na Amazônia e lembram o cordyceps de The Last of Us • Elisandro Ricardo Drechsler-Santos Trocar imagemTrocar imagem 11 de 19 Cientistas registraram uma rara água-viva fantasma gigante (Stygiomedusa gigantea) durante uma expedição científica em ecossistemas de águas profundas ao longo de toda a costa da Argentina. O avistamento foi divulgado pelo Instituto Oceanográfico Schmidt. O sino do animal pode atingir até um metro de diâmetro, enquanto seus quatro braços podem chegar a até 10 metros de comprimento. • Reuters Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 12 de 19 As crianças adoram brincar de faz-de-conta, organizando festas de chá imaginárias, educando turmas de ursinhos de pelúcia ou administrando seus próprios mercadinhos. Agora, um novo estudo sugere que essa brincadeira de faz-de-conta não é um talento exclusivamente humano, mas uma habilidade que os grandes símios também possuem, como o bonobo • Iniciativa dos Macacos Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 13 de 19 Cientistas identificaram um novo tipo de célula visual em peixes de águas profundas que combina a forma e a estrutura dos bastonetes com a maquinaria molecular e os genes dos cones. Esse tipo híbrido de célula, adaptado para ambientes de pouca luz, foi encontrado em larvas de três espécies no Mar Vermelho. As espécies estudadas foram: o peixe-machado (Maurolicus mucronatus), o peixe-luz (Vinciguerria mabahiss) e o peixe-lanterna (Benthosema pterotum) • Wen-Sung Chung/Divulgação/Reuters Trocar imagemTrocar imagem 14 de 19 Chimpanzés selvagens em Uganda forneceram novo suporte à hipótese do "macaco bêbado" - a ideia de que os primatas são expostos há muito tempo a baixos níveis de álcool em frutas fermentadas, e podem até ser atraídos por eles - depois que testes de urina revelaram que a maioria das amostras continha um marcador metabólico direto de etanol, relataram pesquisadores em um novo estudo. • Reprodução Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 15 de 19 Estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT) aponta que os primeiros animais da Terra provavelmente eram ancestrais das esponjas marinhas. A pesquisa identificou “fósseis químicos” preservados em rochas com mais de 541 milhões de anos • Shutterstock Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 16 de 19 Predominantemente noturnos e incrivelmente esquivos, os elefantes-fantasma movem-se furtivamente pelas terras altas acidentadas de Angola. Eles evitam os humanos, tornando cada avistamento — e cada imagem capturada por armadilha fotográfica • Kerllen Costa e Antonio Luhoke Trocar imagemTrocar imagem 17 de 19 Conhecido como Arota Festae, cientistas descobriram um raro gafanhoto de coloração rosa vibrante, capaz de mudar de cor para um verde que imita folhas de plantas tropicais • Reprodução Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 18 de 19 Esta espetacular víbora-de-fosseta estava entre as 11 novas espécies descobertas nos carstes do Camboja — antigos penhascos de calcário com sistemas de cavernas escondidos. Embora seu nome oficial ainda não tenha sido definido, o termo "fosseta" refere-se ao órgão termossensível em sua cabeça, que ela usa para detectar e rastrear presas de sangue quente • Phyroum Chourn/Fauna e Flora Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 19 de 19 Uma espécie de pequeno peixe foi observada por milhares de pessoas escalando uma cachoeira vertical de 15 metros de altura na República Democrática do Congo, em um comportamento que ilustra as maneiras surpreendentes e engenhosas pelas quais os animais podem se adaptar a ambientes extremos • Reuters visualização default visualização full visualização gridAlém da descrição morfológica e da análise filogenética da nova espécie, o estudo também investigou o impacto do fungo na população da aranha hospedeira Iguarima censoria, encontrada nas áreas de floresta do campus.A pesquisa amplia o conhecimento sobre as interações entre fungos parasitas e aranhas em florestas tropicais. O estudo também mostra que mesmo fragmentos de floresta inseridos em ambientes urbanos, como os presentes no campus da UFV, ainda podem revelar novas espécies para a ciência e contribuir para o conhecimento da biodiversidade da Mata Atlântica.*Sob supervisão de AR.