FMI: Guerra terá impacto desigual na América Latina; inflação subirá

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A guerra no Oriente Médio deve ter impacto “desigual” na América Latina e no Caribe, mas a inflação deve subir em todos os países da região, alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI) em relatório publicado nesta sexta-feira (17).Produtores de petróleo como o Brasil, porém, estão se beneficiando dos preços elevados de energia. Ao mesmo tempo, diante de mudanças nos fluxos de capital e da maior aversão ao risco por parte dos investidores, o organismo recomenda preservar a credibilidade das políticas monetárias e fiscais para atravessar o novo choque.“O impacto sobre a atividade econômica vai variar muito entre os países, mas o impacto sobre a inflação é mais uniforme. A inflação será maior para todos”, destacou o diretor do departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, Nigel Chalk, ao comentar as perspectivas do Fundo para a América Latina e o Caribe, durante as reuniões de Primavera, que acontecem em Washington, nos Estados Unidos. Leia Mais Durigan: investigação dos EUA sobre Brasil não pode ser teatro para tarifas Acordo entre EUA, México e Canadá precisa ser reconsiderado, diz Lutnick Paulo Guedes critica orçamento do governo: “Fiscal pandêmico sem pandemia” O FMI melhorou a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e do Caribe para uma alta de 2,3% neste ano, 0,1 ponto porcentual (pp) acima da última atualização feita em janeiro. No próximo ano, o Fundo espera que a região acelere o passo e avance 2,7%, previsão que foi mantida.Dentre os destaques de crescimento na América Latina, estão países como Paraguai, Argentina, Equador, Chile e Colômbia.O FMI estima avanço de 1,9% para o PIB do Brasil neste ano, projeção que teve melhora de 0,3 pp, e 2,0% em 2027. Na outra ponta, a Bolívia deve enfrentar mais um ano de recessão, prevê o Fundo.“Os produtores de petróleo – Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Equador, Guiana, Trindade e Tobago, Estados Unidos e Venezuela – estão se beneficiando dos altos preços da energia”, disse Chalk.Esses países estão se beneficiando, porque o choque de commodities fortalece o balanço de pagamentos, apoia o crescimento e ajuda as finanças dos governos, mas, mesmo nessas economias, alerta: os mais vulneráveis serão duramente atingidos por preços mais altos de energia e alimentos.*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo EstadoEstreito de Ormuz não será mais usado como arma, diz Donald Trump | CNN 360ºPor que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?