Viúva do primeiro homem que pisou na Lua encontrou câmera que seria deixada por lá  

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Em 1969, a missão Apollo 11 marcou a história da exploração espacial com Neil Armstrong dando os primeiros passos da humanidade na Lua. Décadas depois, em 2014, dois anos após a morte do astronauta pioneiro, a viúva, Carol Armstrong, encontrou uma bolsa contendo vários itens, inclusive uma câmera, que a NASA pretendia ter deixado em solo lunar. Durante a missão, Armstrong e Buzz Aldrin passaram cerca de 21 horas e 36 minutos na superfície da Lua. Nesse período, realizaram experimentos, fotografaram o ambiente e coletaram 21,6 kg de amostras de rochas. Como o peso era um fator crítico, a NASA decidiu deixar diversos objetos para trás para reduzir a carga na volta.Neil Armstrong a bordo da missão Apollo 11 – astronauta foi o primeiro homem a pisar na Lua – Crédito: NASAEntre esses itens estava uma bolsa chamada McDivitt Purse contendo uma câmera de 16 milímetros usada para registrar momentos importantes da missão. Embora o plano inicial fosse largar tudo na Lua, mudanças de última hora fizeram com que parte desse material fosse trazida de volta à Terra sem registro público.Museu confirma origem da bolsa lunarA autenticidade da bolsa foi confirmada pelo Museu Nacional do Ar e do Espaço Smithsonian, nos EUA, após investigação detalhada. A instituição analisou documentos da missão e conversou com especialistas para entender a origem do objeto encontrado por Carol.A viúva entrou em contato com o museu após reconhecer que o conteúdo parecia se tratar de objetos claramente ligados à missão Apollo 11. A bolsa havia sido guardada por décadas sem que ninguém percebesse sua importância histórica. A confirmação trouxe surpresa até mesmo para pesquisadores da NASA.O nome McDivitt Purse vem do astronauta James McDivitt, que sugeriu o uso de pequenas bolsas para organizar objetos em ambientes de microgravidade. O conceito ajudava os astronautas a manter ferramentas e equipamentos acessíveis durante as atividades.Bolsa usada por astronauta na Lua foi guardada por décadas sem que ninguém percebesse a importância histórica do acessório – Crédito: Museu Nacional do Ar e do Espaço do SmithsonianSegundo registros da missão, a bolsa deveria ter sido deixada na Lua por causa das restrições de peso. No entanto, conversas gravadas entre os astronautas indicam que houve uma reavaliação durante o voo de retorno, o que levou à decisão de trazê-la de volta.Dentro da bolsa estavam cerca de 4,5 kg de equipamentos variados do módulo lunar. Entre eles, um cabo de segurança que poderia ser usado em situações de emergência durante atividades fora da nave.Esse mesmo cabo acabou sendo utilizado de forma improvisada por Armstrong para prender as pernas durante o descanso na Lua. O espaço apertado do módulo dificultava o sono, já que o astronauta era alto e não cabia confortavelmente na cabine.Itens que estavam guardados na bolsa usada na Lua pelo primeiro homem a tocar o solo lunar – Crédito: Museu Nacional do Ar e do Espaço do SmithsonianDe acordo com o site IFLScience, em entrevistas posteriores, Armstrong comentou que o ambiente era barulhento e desconfortável. Equipamentos em funcionamento constante e o controle térmico instável tornavam o repouso difícil, mesmo após horas de trabalho intenso na superfície lunar.Câmera capturou momentos importantes da missão à LuaA câmera de 16 milímetros encontrada junto com a bolsa foi um dos equipamentos mais importantes do registro visual da missão Apollo 11. Ela foi responsável por captar imagens cruciais do funcionamento da nave, incluindo etapas do desacoplamento entre os módulos e a sequência que levou ao primeiro pouso tripulado na superfície lunar.Esse tipo de equipamento, além de documentar o voo para fins científicos e técnicos, também ajudava a NASA a analisar o desempenho dos sistemas em condições extremas. As gravações feitas pela câmera se tornaram parte do acervo histórico da exploração espacial.A redescoberta desse material décadas depois dentro da bolsa trouxe uma nova perspectiva sobre a missão. Mais do que simples ferramentas de trabalho, esses objetos revelam detalhes do cotidiano dos astronautas e das adaptações improvisadas feitas em um ambiente tão hostil quanto a Lua.O achado também reforça o valor histórico de itens que, à época, eram tratados como secundários. Hoje, eles ajudam a reconstruir com mais precisão a experiência humana da Apollo 11, indo além dos grandes marcos conhecidos.O post Viúva do primeiro homem que pisou na Lua encontrou câmera que seria deixada por lá   apareceu primeiro em Olhar Digital.