Setor de papel e celulose tem melhora nos preços, mas investidores seguem céticos

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O setor de papel e celulose tem enfrentado um cenário misto e as perspectivas para o futuro têm deixado os investidores ainda mais céticos com o que vem pela frente. Com o desempenho recente do real em alta e o dólar operando ao redor de R$ 5, nas mínimas em dois anos, os investidores veem maior pressão para as exportadoras, levando a uma perda de interesse neste ambiente.Para a XP Investimentos, ainda que os preços de celulose tenham apresentado uma tendência de alta nos últimos meses, os investidores têm ficado receosos com o cenário que está sendo construído para o setor. Os preços líquidos na China de US$ 600/t (tonelada) e US$ 700/t para celulose de fibra curta e celulose de fibra longa, respectivamente.Leia tambémCyrela, Mitre e Even: o que analistas dizem sobre construtoras após prévias do 1T26Embora tenha sido observada uma desaceleração em lançamentos e vendas em alguns casos, analistas destacam melhora na qualidade das operaçõesAlém disso, os analistas veem pressões sobre o crescimento da receita em reais. Essa dinâmica também pode levar a um cenário desfavorável para a rentabilidade daqui em diante.De acordo com a XP Investimentos, a precificação de curto prazo continua sendo mais influenciada pela oferta do que pela demanda. Esse fenômeno se dá ao passo em que o mercado absorve os cortes de produção em curso. Ao mesmo tempo, tem custos mais elevados de cavaco e químicos e disrupções logísticas, mesmo com restrições de acessibilidade e condições downstream mais fracas na China emergindo como principais vetores de pressão.EmpresaRecomendaçãoPreço-alvoSuzanoCompra (BBA) / Compra (XP)R$ 64 (BBA) / R$ 66 (XP)KlabinNeutro (BBA) / Compra (XP)R$ 21,5 (BBA) /R$ 25 (XP)Cenários divergentesDe acordo com a visão de curto prazo do Itaú BBA, o cenário tem sido mais positivo do que o esperado para a celulose de fibra curta. Por outro lado, a celulose de fibra longa continua sofrendo com uma dinâmica de oferta e demanda mais frouxa na China. Para o BBA, o segundo semestre de 2026 parece mais desafiador para todo o setor. Com a retomada das atividades florestais locais na Indonésia, levando a uma provável queda nos preços de cavacos de madeira no Sudeste Asiático e redução de custos de produção para fabricantes chineses.Também é esperado para o semestre o início das negociações para nova oferta de celulose do projeto OKI II da APP, com início esperado no final de 2026 ou início de 2027. A longo prazo, de acordo com os analistas do banco, a perspectiva permanece preocupante em termos de fundamentos.Com a continuidade da integração vertical dos produtores chineses com novas capacidades de celulose e um possível aumento de capacidade de celulose de mercado na América Latina a partir de 2028, o mercado brasileiro deve ter menos espaço para crescimento.The post Setor de papel e celulose tem melhora nos preços, mas investidores seguem céticos appeared first on InfoMoney.