Trisul (TRIS3) avança na bolsa mesmo após prévia ‘fraca’; ação pode subir mais 55%, vê BTG

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Negociadas fora do índice Ibovespa, as ações da construtora Trisul (TRIS3) operam em alta nesta sexta-feira (17) em reação à prévia operacional do primeiro trimestre (1T26), divulgada na véspera (16). Entre analistas, a leitura é mista.Por volta das 10h35 (horário de Brasília), os papéis da companhia avançavam cerca de 3,2% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 5,80. Acompanhe a movimentação em tempo real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "TRIS3", "TRIS3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "4f19056"} ); O 1T26 da Trisul, segundo o BTGEntre janeiro e março, a construtora lançou três projetos que somaram R$ 543 milhões em valor geral de vendas (VGV), uma alta de 19% frente ao mesmo período de 2025 e em linha com as estimativas do BTG Pactual.Os empreendimentos foram:Elev Ipiranga (SP), dentro do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com VGV atribuído à companhia de R$ 171 milhões e 494 unidades;Vila Boulevard Mooca (SP), também no programa habitacional, com VGV de R$ 106 milhões e 702 unidades;Terrare Moema (SP), voltado ao médio e alto padrão, com VGV de R$ 159 milhões e 395 unidades.No período, a empresa também entregou os projetos “Praça Omaguás”, “Mirant Ibirapuera” e “The Collection Moema“, que totalizaram VGV de R$ 560 milhões (fatia da Trisul) e 643 unidades.Velocidade de vendas perde fôlegoNo primeiro trimestre, a receita bruta da construtora foi de R$ 451 milhões, aumento de 32% na base anual, enquanto os cancelamentos atingiram R$ 41 milhões, recuo de 14% na mesma comparação. Com isso, a receita líquida somou R$ 410 milhões, uma alta de 39% em relação ao 1T25, mas 7% abaixo das projeções do BTG.Consequentemente, a velocidade de comercialização, medida pelo indicador VSO, ficou em 11%, uma desaceleração frente aos 13% apurados um ano antes e classificado pelo banco como “modesto”.“Os números operacionais do 1T26 foram fracos. Embora lançamentos e vendas tenham crescido na comparação anual, a velocidade de comercialização perdeu tração no período”, avaliou o BTG, em relatório. “Continuamos cautelosos em relação ao nicho de habitação de renda média e alta, devido à menor acessibilidade. Ainda assim, com a Trisul aumentando sua exposição ao segmento MCMV e com as ações negociando a um múltiplo P/L de 5 vezes projetado para 2026, mantemos nossa recomendação de compra para a construtora”, acrescentou.O preço-alvo para os papéis é de R$ 9, o que implica um potencial de valorização de 55% frente à cotação atual.BBI vê sinais de moderaçãoO Bradesco BBI também classificou os números da prévia como “fracos”, chamando atenção principalmente para o recuo da velocidade de comercialização (VSO).“Apesar do crescimento relevante das vendas contratadas no comparativo anual, a velocidade de vendas mostrou desaceleração tanto em base anual quanto frente ao trimestre anterior, o que pode levantar questionamentos sobre o ritmo de absorção da oferta ao longo de 2026”, disse a casa, em relatório.A instituição também destacou que, ao final de março, o banco de terrenos (landbank) da Trisul somava R$ 6 bilhões em potencial VGV, sendo R$ 4,7 bilhões já reconhecidos no balanço (on-balance) e R$ 1,3 bilhão fora dele (off-balance), via parcerias e permutas.“Mantemos recomendação neutra para as ações TRIS3, que negociam a aproximadamente 0,6 vez o valor patrimonial (P/VP), refletindo um balanço ainda saudável, mas com sinais de moderação operacional no curto prazo.”