O setor de Serviços é um dos grandes motores da economia e segue como o principal segmento na abertura de empresas neste início de 2026. De janeiro a março, foi responsável por 1.057.910 novos CNPJs – o que corresponde a cerca de 65% do total de pequenos negócios criados no período. Os dados fazem parte de um levantamento do Sebrae a partir de informações disponibilizadas pela Receita Federal.Considerando todos os setores, a categoria formada por microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) abriu mais de 1,6 milhão de estabelecimentos no primeiro trimestre do ano.Em comparação aos primeiros três meses de 2025, quando foram geradas 896 mil empresas no setor de Serviços, houve um aumento de 14,7%. O número representa cerca de 132 mil CNPJs a mais de um ano para o outro. Em seis anos, a quantidade de pequenos negócios do setor no período mais do que dobrou – em 2020, o primeiro trimestre contou com a abertura de 480,3 mil empresas.Em 2026, o maior destaque no setor de serviços segue com os microempreendedores individuais, que registraram quase 800 mil CNPJs (alta de 15,8%), seguidos pelas microempresas (ME), como 194,4 mil (+13,3%), e pelas empresas de pequeno porte (EPP), que somaram mais de 34,3 mil (-0,3%) no mesmo período.Esses dados demonstram a veia empreendedora do povo brasileiro, que não desiste dos seus sonhos e investe na ideia de ser dono do seu próprio negócio. O setor de Serviços e os pequenos negócios são peças fundamentais para a economia do nosso país e a geração de emprego e renda.Rodrigo Soares, presidente do SebraeAtividadesEm relação às atividades exercidas por essas novas empresas, o transporte rodoviário de carga continua em primeiro lugar em números gerais (104,5 mil) e teve um aumento de 32,4% de um ano para o outro. Na segunda colocação, está o setor de beleza (103,2 mil), que atingiu uma alta de 44,4%. Por fim, as atividades de publicidade tiveram mais de 86,7 mil CNPJs registrados nos primeiros meses do ano.