Governo encaminha ao Congresso PLDO 2027 com mínimo de R$ 1.717

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O governo federal publicou em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) desta quarta-feira (15) a mensagem de envio do PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) 2027 para o Congresso Nacional.A publicação oficializa o envio do projeto ao Legislativo. Agora, a matéria irá tramitar na CMO (Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização).Para 2027, o governo federal prevê um superávit de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Esse percentual representa um superávit de cerca de R$ 73 bilhões como resultado para o próximo ano das contas públicas.Além disso, o governo propõe elevar o salário para R$ 1.717 para 2027, segundo os números divulgados mais cedo pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento.Em 2026, o piso nacional foi fixado em R$ 1.621, valor que serve como base para uma série de despesas obrigatórias. Se confirmado, o reajuste corresponde a uma alta de 5,9%.O número ainda não é definitivo e só será conhecido no fim do ano após cálculos feitos com base na inflação acumulada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), acrescida de ganho real atrelado ao crescimento do PIB de dois anos antes, limitado a 2,5%, conforme a regra atual.Emendas parlamentaresO PLDO 2027 apresentado pelo governo indica cerca de R$ 51 bilhões em emendas parlamentares, valor que consome uma parte expressiva do espaço livre do Orçamento.Esses recursos saem das despesas discricionárias — usadas para investimentos e manutenção da máquina pública — que vêm encolhendo nos últimos anos com o avanço dos gastos obrigatórios. Trajetória fiscalNa coletiva de apresentação do PLDO, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda e ministro substituto em exercício, Rogério Ceron, afirmou que a estratégia fiscal do governo pode melhorar a percepção de risco país e chegar ao grau de investimento, em um movimento que depende da consistência das projeções e do cumprimento das metas ao longo dos próximos anos.Na avaliação da equipe econômica, a combinação de metas fiscais mais exigentes e controle das despesas cria condições para reduzir o prêmio de risco e melhorar o ambiente de investimento.Apesar do otimismo, o PLDO traz um ponto de atenção à DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral). O texto indica que a dívida pública deve seguir em alta nos próximos anos e atingir o pico em 2029, quando a DBGG deve chegar a 87,8% do PIB (Produto Interno Bruto).Antes disso, a trajetória ainda é de avanço, com a dívida projetada em 87,3% do PIB em 2028 e permanecendo elevada em 87,5% em 2030. A partir disso, o governo prevê início de queda gradual, com a relação dívida/PIB recuando até cerca de 83,4% em 2036.