Polícia de Londres prende suspeitos após tentativa de ataque à sinagoga

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A polícia de Londres prendeu duas pessoas em conexão com uma tentativa de incêndio criminoso em uma sinagoga em um subúrbio ao norte de Londres, o mais recente de uma série de crimes suspeitos de antissemitismo nas últimas semanas.Um homem de 46 anos e uma mulher de 47 foram presos na cidade de Watford, noroeste de Londres, sob suspeita de “incêndio criminoso com risco à vida”, informou a Polícia Metropolitana de Londres em um comunicado.A tentativa de ataque ocorreu no subúrbio de Finchley na madrugada desta quarta-feira (15). Leia mais Trump volta a dizer que EUA deveriam "ficar com" a Groenlândia Agência da ONU alerta para aumento da insegurança alimentar no Líbano Papa diz a líderes de Camarões que paz é ameaçada por caprichos dos ricos A polícia informou que imagens de câmeras de segurança mostraram duas pessoas vestidas com roupas escuras e balaclavas entrando no terreno da sinagoga, colocando duas garrafas de vidro perto das janelas e atirando um tijolo contra o prédio.Uma das garrafas continha uma substância suspeita de ser gasolina e foi quebrada pelo tijolo, disse a polícia.Nenhuma das garrafas pegou fogo e as duas pessoas fugiram do local, informou a polícia. O prédio não sofreu danos e não houve feridos. Mais tarde naquela manhã, um funcionário da sinagoga notificou a polícia sobre o ocorrido.A polícia afirmou que está tratando a tentativa de ataque como um crime de ódio antissemita e que aumentará a presença policial na área.“Espero que a rápida ação dos policiais hoje para identificar e prender duas pessoas traga algum alívio e demonstre a seriedade com que encaramos ataques dessa natureza”, disse o Superintendente Chefe de Polícia Luke Williams.“Estamos extremamente gratos por ninguém ter se ferido e por nosso prédio também não ter sofrido danos, mas sabemos que o impacto emocional e psicológico dos eventos de hoje é significativo”, dizia um comunicado da Sinagoga Reformista de Finchley no Facebook.O ataque ocorre poucas semanas depois da prisão de dois homens após um suposto ataque incendiário antissemita, no qual várias ambulâncias pertencentes a um grupo de resgate voluntário judeu foram incendiadas no norte de Londres.O ataque do mês passado aconteceu em frente a uma sinagoga em um bairro que abriga a maior comunidade judaica de Londres, no subúrbio de Golders Green. Três pessoas foram acusadas em conexão com o ataque em Golders Green.Williams reconheceu a “significativa preocupação que a comunidade judaica sentirá com mais um incidente tão pouco tempo depois do ataque incendiário contra quatro ambulâncias em Golders Green”, acrescentando que não há indícios de que os ataques em Finchley e Golders Green estejam relacionados.Um novo relatório anual da Universidade de Tel Aviv constatou que os ataques antissemitas em 2025 mataram o maior número de judeus em 30 anos. Ao longo do ano, 20 judeus foram mortos em quatro ataques antissemitas distintos.O relatório constatou que, em Nova York e no Reino Unido, o fim da guerra em Gaza foi seguido por um aumento nos ataques antissemitas. No Reino Unido, o número total aumentou de 3.556 em 2024 para 3.700 um ano depois.(Com informações de Oren Liebermann, Jack Guy e Sharon Braithwaite, da CNN)