Ciro pode ser aposta do PSDB para quebrar polarização entre Lula e Flávio

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O presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), afirmou nesta terça-feira (14) que Ciro Gomes pode ser uma “alternativa à polarização” pelo partido, mirando a disputa à Presidência da República.Bem cotado para disputar o cargo de governador do Ceará nas eleições de outubro, Ciro é hoje “maior do que as fronteiras do seu grandioso estado”, segundo Aécio. Em entrevista coletiva no Congresso, o presidente do PSDB mencionou que a sigla não acredita nos projetos de governo propostos pela polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).“Depois de conversar com muitos companheiros e companheiras de todo o Brasil, conversei hoje longamente com o governador Ciro Gomes, com o governador Marconi [Perillo], com os nossos outros candidatos a governadores, e eu estou estimulando o companheiro Ciro Gomes a se colocar como uma alternativa para o Brasil”, disse Aécio. “Não encontro hoje no quadro político nacional alguém com tantas qualificações, tão atualizado em relação à realidade brasileira e com tanta contribuição a dar ao Brasil.” Leia Mais Polarização só interessa aos dois extremos, diz Aécio Neves à CNN AtlasIntel: disputa pelo Senado em MG segue aberta Atlas: no 2º turno do CE, Ciro supera Elmano e empata com Camilo Ciro não negou formalmente o convite para disputar o Planalto pela quinta vez, mas afirmou que “amadurecerá a ideia”. Hoje, ele lidera grande parte das pesquisas eleitorais na disputa pelo governo do Ceará.“Como disse o presidente Aécio, eu estou construindo até o presente momento, por um imperativo meu de dever, com minha comunidade, com o Estado que me deu origem, que é o estado do Ceará, uma alternativa ao governo do Estado lá”, disse Ciro. “Entretanto, um apelo, uma lembrança ou uma convocação como essa que me foi feita agora não pode ser considerada apenas um agrado ao meu já sofrido coração.”O ex-ministro e ex-governador do Ceará mencionou bandeiras características de suas campanhas presidenciais anteriores, como a possibilidade de um “colapso de crédito” que interferiria no crescimento econômico, a queda do índice do desemprego às custas da informalidade do trabalho e uma “corrupção generalizada no Judiciário”, em referência às investigações no âmbito do caso Banco Master.“Eu não sei o que resta de lembrança no povo brasileiro da minha caminhada já de quatro eleições, mas a minha angústia com o Brasil não me permite descartar por isso simplesmente. E o meu respeito e os meus deveres, também não me permitem aceitar prontamente o desafio”, concluiu Ciro.Polarização só interessa aos dois extremos, diz Aécio Neves à CNN | BASTIDORES CNN