Algumas pessoas atravessam o inverno, enfrentam transporte lotado e passam por surtos de gripe sem apresentar sequer um espirro. Isso costuma chamar atenção e até parecer um “superpoder”, mas a ciência mostra que não se trata de sorte — e sim de imunidade natural influenciada por fatores genéticos e comportamentais.Estudos recentes indicam que a forma como o organismo reage a vírus respiratórios varia de pessoa para pessoa, impactando diretamente energia, foco, produtividade e a gravidade dos sintomas durante períodos críticos do ano.O que a ciência explica sobre imunidade natural e genética segundo pesquisas?Pesquisas publicadas na revista científica Frontiers in Cellular and Infection Microbiology analisaram variantes do gene IFITM3 em indivíduos infectados pelo vírus da influenza A(H1N1) no Brasil. Os resultados mostraram que diferenças genéticas influenciam a eficiência da resposta imunológica, ajudando a explicar por que algumas pessoas apresentam sintomas leves ou quase inexistentes, enquanto outras desenvolvem quadros mais severos.O gene IFITM3 está diretamente envolvido na defesa inicial contra vírus respiratórios. Certas variantes favorecem uma resposta mais rápida e eficaz, dificultando a entrada e a replicação do vírus nas células.Hábitos saudáveis reforçam a defesa natural – (Imagem gerada porinteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)Por que algumas pessoas parecem mais resistentes à gripe e rendem melhor no dia a dia?Estudos publicados entre 2022 e 2024 na linha de imunogenética e imunidade inata apontam que:Variações genéticas afetam a produção de anticorposInfluenciam a ativação de células de defesa, como linfócitos T e células NKModulam a intensidade da inflamação, reduzindo sintomas como febre, dor no corpo e fadigaAlém da genética, pesquisas também mostram que sono adequado, alimentação equilibrada, níveis baixos de estresse e atividade física regular potencializam essa resposta natural do sistema imune, funcionando como um “amplificador” da proteção biológica.Leia também:Adeus às injeções? EUA aprovam pílula de Wegovy para emagrecerQuantos litros de água você realmente precisa beber por dia, segundo a ciênciaO que é o bicho de pé e como tirá-lo? Entenda a condição de saúdeComo esse conhecimento sobre imunidade natural pode ser aplicado na rotina moderna?Entender que imunidade não é só “não ficar doente” muda a forma de cuidar do corpo. Sono regular, alimentação equilibrada e manejo do estresse ajudam o sistema imune a funcionar de forma mais eficiente.Na prática, isso significa menos interrupções na rotina, mais clareza mental e maior capacidade de manter hábitos consistentes ao longo do tempo.Quais curiosidades e estratégias complementares ajudam a explicar essa imunidade natural?Além da genética, outros fatores atuam juntos e potencializam a resposta do organismo. Conhecer esses pontos ajuda a entender por que algumas pessoas passam ilesas pelos surtos e como o estilo de vida conversa com a biologia.Microbiota intestinal equilibrada, que fortalece a comunicação do sistema imuneExposição prévia a diferentes vírus, criando memória imunológicaNíveis mais baixos de estresse crônico, que evita queda da imunidadeRotinas estáveis de sono, que regulam hormônios ligados à defesa do corpoO corpo reage melhor a vírus comuns – (Imagem gerada porinteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)O que isso significa na práticaA ciência deixa claro que a imunidade não é igual para todos. Enquanto fatores genéticos oferecem uma vantagem natural para algumas pessoas, hábitos saudáveis continuam sendo determinantes para fortalecer o sistema imunológico, reduzir o risco de infecções e manter o desempenho físico e mental mesmo em épocas de maior circulação de vírus.Imunidade forte não é milagre — é resultado da interação entre genética, comportamento e cuidado contínuo com o corpo.Algumas pessoas atravessam o inverno, o transporte lotado e até surtos de gripe sem nem um espirro, e isso chama atenção porque parece quase um “superpoder”, mas é apenas imunidade natural. A ciência mostra que, longe de sorte, há fatores biológicos e comportamentais que ajudam o corpo a reagir melhor e manter foco, energia e produtividade mesmo em épocas críticas, segundo estudos publicados na revista Frontiers.O post A ciência explica por que tem gente que não adoece mesmo cercada de vírus apareceu primeiro em Olhar Digital.