O petróleo fechou em baixa nesta sexta-feira (2) enquanto investidores avaliam um possível excesso na oferta da commodity às vésperas da reunião mensal dos integrantes da Opep+ (Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados), que acontecerá no domingo (4).O mercado também segue monitorando os desdobramentos de tensões geopolíticas, assimilando sinal da Venezuela de disposição para conversa com EUA.O petróleo WTI para fevereiro negociado na Nymex (New York Mercantile Exchange) fechou em queda de 0,17% (US$ 0,10), a US$ 57,32 o barril. Já o Brent para março, negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), encerrou em baixa de 0,16% (US$ 0,10), a US$ 60,75 o barril. Leia Mais Ouro fecha em baixa e prata sobe com aposta sobre demanda Dólar cai mais de 1% por apetite a risco; Ibovespa recua com China no radar Itaú supera Petrobras e inicia 2026 com maior valor de mercado da B3 Para analistas da corretora Forex.com, os preços do petróleo bruto começam 2026 com uma perspectiva pessimista, pressionados pelos riscos de excesso de oferta e pela predominância de uma tendência de baixa de dois anos que se estende desde as máximas de setembro de 2023.“Embora se espere que a Opep mantenha os níveis de produção no primeiro trimestre, buscando o equilíbrio entre oferta e demanda, a AIE (Agência Internacional de Energia) projeta um excedente próximo a 4 milhões de barris por dia este ano”, acrescenta, ao ponderar, no entanto, que a geopolítica continua sendo um elemento de incerteza constante, entre escaladas de sanções, tarifas e riscos de oferta decorrentes de acordos de paz.Em entrevista nesta quinta (1º), o líder venezuelano Nicolás Maduro disse que o país está disposto a realizar um acordo para combater o narcotráfico com os EUA, mas não comentou sobre a ofensiva americana contra instalações que seriam de um facção criminosa.Ainda na ponta geopolítica, Kiev lançou uma nova ofensiva contra uma vila ocupada por russos, mas que pertence ao território ucraniano.No Oriente Médio, a escalada das tensões entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos aumenta o risco à medida que os respectivos representantes dos dois países entram em conflito no Iêmen.*Com informações da Dow Jones NewswiresLei que isenta IR até R$ 5 mil é sancionada; entenda o que muda