A ausência injustificada do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao cargo de escrivão que ocupava na Polícia Federal (PF) antes de se eleger à Câmara dos Deputados poderá resultar na adoção de medidas administrativas e disciplinares contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Procurado, Eduardo Bolsonaro não se manifestou.Pela legislação, servidores públicos podem ser demitidos, entre outros motivos, em caso de abandono de cargo. Nesse contexto, a PF poderá instaurar um processo administrativo disciplinar caso entenda que Eduardo esteja ausente de suas funções sem justificativa legal.Leia tambémPF determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivãoAto no Diário Oficial dá prazo para regularização e prevê sanções administrativas em caso de ausênciaBolsonaro deixa hospital após 8 dias internado e retorna à prisãoBolsonaro deixou o hospital em uma viatura descaracterizada da PFO ato, assinado pelo diretor de Gestão de Pessoas substituto da PF, Licínio Nunes de Moraes Netto, determinou o retorno imediato do ex-deputado ao exercício do cargo. A corporação declarou a cessação do afastamento de Eduardo, após a cassação do mandato parlamentar, em 18 de dezembro. Com isso, a licença concedida para o exercício do mandato eletivo perdeu efeito. Segundo o ato declaratório, o retorno tem “fins exclusivamente declaratórios e de regularização da situação funcional”.Eduardo vive no Texas, nos Estados Unidos, desde março de 2025. À época, licenciou-se do mandato na Câmara para articular junto à Casa Branca a imposição de sanções ao Supremo Tribunal Federal (STF), em razão das investigações que envolvem seu pai.O prazo da licença parlamentar expirou em julho, quando suas ausências nas sessões da Câmara passaram a ser computadas. Em 9 de dezembro, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o então deputado havia atingido o número “suficiente” de faltas para a perda do mandato. A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados confirmou a cassação em 18 de dezembro.Eduardo ocupou o cargo de escrivão da PF entre 2010 e 2014, tendo atuado em unidades de Guajará-Mirim (RO), Guarulhos (SP), São Paulo e Angra dos Reis (RJ), antes de tomar posse como deputado federal, segundo sua biografia no site da Câmara. Ele é formado em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).The post O que pode acontecer com Eduardo Bolsonaro se não se apresentar para trabalhar na PF appeared first on InfoMoney.