A obra da Ponte de Guaratuba, no litoral do Paraná, entra na fase decisiva e já muda a perspectiva de mobilidade na região. Com previsão de entrega para abril de 2026, a estrutura de 1,24 mil metros deve encerrar décadas de dependência das balsas para a travessia da baía, reduzindo congestionamentos em feriados e alta temporada e consolidando um investimento superior a R$ 400 milhões, considerado um marco na infraestrutura paranaense para a megaponte.Como será a travessia pela Ponte de Guaratuba sem o uso de balsas?A nova Ponte de Guaratuba foi projetada como um corredor viário completo, substituindo a operação de balsas por fluxo contínuo. A estrutura terá quatro faixas de rolamento, duas em cada sentido, além de ciclovia e calçadas, atendendo transporte rodoviário, ciclistas e pedestres de forma integrada.Com 1,24 mil metros distribuídos em 23 vãos, a megaponte deverá eliminar filas prolongadas na alta temporada. A travessia, hoje sujeita ao tempo de espera das balsas, passará a ser feita de forma direta, com impacto na previsibilidade das viagens e na segurança, reforçada por iluminação moderna e sinalização adequada. Veja as mudanças:Tráfego contínuo de veículos, sem necessidade de embarque ou espera por balsaLigação direta entre Guaratuba e Matinhos pela PR-412Redução significativa do tempo de travessia, inclusive em feriados e alta temporadaFuncionamento 24 horas por dia, sem interrupções por clima ou filasPista asfaltada com faixas de rolamento e acostamentoPassagem segura para pedestres e ciclistasMelhoria na logística, no turismo e no deslocamento diário da população localQuais são os avanços mais recentes da obra da megaponte?O estágio atual da construção da megaponte indica que a fase mais complexa da fundação está praticamente encerrada. Das 64 estacas necessárias para sustentar a estrutura, 63 já foram executadas, e 19 travessas estão concluídas, garantindo estabilidade e permitindo focar na superestrutura.Na parte visível da ponte, o ritmo é acelerado: das 153 vigas previstas, 128 já foram posicionadas, e 16 dos 20 vãos pré-moldados somam mais de 680 metros prontos. Os últimos vãos contemplarão o trecho estaiado, que dará o aspecto mais imponente à ponte e exercerá papel decisivo na distribuição de cargas. Veja os benefícios:ÁreaPrincipais impactosMobilidade• Fim da dependência da balsa• Redução significativa do tempo de travessia• Maior previsibilidade no deslocamento• Menos filas em períodos de alta temporada• Melhor integração entre Guaratuba, Matinhos e regiãoEconomia local• Estímulo ao turismo durante todo o ano• Aumento do fluxo de consumidores e visitantes• Valorização imobiliária• Facilitação do transporte de cargas e serviços• Geração de empregos diretos e indiretosDesenvolvimento regional• Fortalecimento da logística no litoral• Maior atratividade para novos investimentos• Expansão de atividades comerciais e de serviçosQualidade de vida• Menos tempo perdido em deslocamentos• Acesso mais rápido a saúde, educação e trabalho• Redução do estresse em períodos de picoQuais impactos a megaponte trará para a mobilidade e a economia do litoral?A ligação sobre a Baía de Guaratuba é tratada como um dos maiores projetos de mobilidade da história do Paraná. A substituição da balsa por uma ponte fixa deve encurtar o tempo de deslocamento entre municípios, melhorar a integração logística e facilitar o transporte de mercadorias, turistas e moradores.Na esfera econômica, a obra movimenta cadeias produtivas ligadas à construção civil, engenharia e comércio local, além de preparar o terreno para novos investimentos. Após a entrega, a infraestrutura tende a consolidar um eixo de circulação mais eficiente, tornando a região mais competitiva entre destinos litorâneos do país.Ponte de Guaratuba – Foto: Jonathan Campos/AENComo será o funcionamento da Ponte de Guaratuba a partir de 2026?Com a conclusão prevista para abril de 2026, a Ponte de Guaratuba deve mudar a forma como o litoral paranaense se conecta internamente e com o restante do estado. As quatro faixas de tráfego, ciclovia, calçadas e iluminação moderna criarão um corredor multimodal capaz de suportar grande volume de circulação diária.A operação da ponte exigirá ajustes em acessos viários, sinalização e serviços hoje concentrados na área das balsas, além de proporcionar trajeto mais direto para veículos pesados. A expectativa é de maior fluidez, redução de incertezas ligadas a filas e clima, e reorganização do turismo ao longo do dia e da noite. Veja o andamento das obras no vídeo divulgado pelo Governo do Estado do Paraná, via Instagram: Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Governo do Estado do Paraná (@governoparana)FAQ sobre a Ponte de GuaratubaA ponte vai substituir totalmente as balsas? A expectativa é que a ponte assuma o papel principal na travessia da baía, eliminando a necessidade de balsa para o deslocamento cotidiano de veículos, ciclistas e pedestres.A travessia pela Ponte de Guaratuba será pedagiada? Até o momento, os dados oficiais focam na execução da obra, sem detalhar se haverá cobrança específica de pedágio na ponte ou se ela integrará algum futuro sistema de concessões.Qual será a altura da ponte em relação ao nível da água? O projeto prevê altura suficiente para permitir a navegação na baía, seguindo normas de segurança marítima, mas o gabarito exato não foi divulgado junto ao avanço físico da obra.O que significa a parte estaiada da ponte? O trecho estaiado é formado por cabos que sustentam o tabuleiro a partir de torres, ajudando na distribuição de cargas e conferindo o aspecto mais marcante ao conjunto estrutural da ponte.O post Megaponte de R$ 400 milhões ficará pronta em 2026 e promete eliminar a travessia por balsa em região do Paraná apareceu primeiro em Terra Brasil Notícias.