A Prefeitura de São Paulo e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) estão estudando uma parceria para atuar em casos de violência contra a mulher. A ideia é utilizar o Smart Sampa, sistema de monitoramento da capital, para identificar e localizar homens que são alvos de medidas protetivas. Após encontrados, eles seriam notificados pela GCM (Guarda Civil Metropolitana) de que estão proibidos de se aproximar das vítimas.A medida contribuiria para que os agressores não pudessem mais alegar desconhecimento para continuar perseguindo as vítimas. Os homens alvos de medidas protetivas também continuariam sendo notificados pela Justiça, mas a ação da GCM, em caso de desrespeito ao distanciamento, já pode resultar em prisão.As negociações foram confirmadas pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes, e o secretário de Segurança Urbana da cidade, Orlando Morando. Com os estudos técnicos ainda acontecendo, não há data para que o sistema entre em vigor, mas a expectativa é para 2026.“Hoje já temos um trabalho muito importante que é o aplicativo para mulheres vítimas de violência com medidas protetivas”, disse Nunes à coluna. Segundo o prefeito, são 6.000 mulheres que possuem o dispositivo para que, se o agressor se aproximar, ela acione o app, que notifica automaticamente o SmartSampa.“A tecnologia já conta com a localização da vítima e o sistema emite alerta para as viaturas da Polícia Municipal [Guarda Civil Metropolitana] que estão próximas. Assim, com tempo médio de 7 minutos uma viatura vai até o local que a mulher está”, afirmou, destacando que uso da tecnologia para coibir ações criminosas é fundamental e reiterando as negociações para expansão.VIOLÊNCIA CONTRA A MULHERO estado de São Paulo registrou, de janeiro a novembro de 2025, 233 feminicídios e 61,4 mil agressões a mulheres. No início de dezembro, a capital paulista também já registrada 2025 como o ano com maior número de feminicídios da história, desde que a medição começou. Dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) revelam que entre janeiro e outubro de 2025 foram registrados 53 casos de feminicídio na capital paulista. Este é o maior índice anual desde 2018, mesmo sem contabilizar os meses de novembro e dezembro.