CEO do Instagram comenta um dilema moderno: como identificar conteúdo feito por IA?

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É fato: conteúdos produzidos por inteligências artificiais estão tomando conta de toda a internet, e é cada vez mais difícil identificar o que é real ou não. O problema tende a crescer nos próximos anos, o que levanta um debate relacionado a como podemos fazer para diferenciar o conteúdo orgânico criado por seres humanos das imagens e vídeos criados por IA.Enquanto muita gente sugere que o conteúdo de IA deva ganhar uma marca d’água para diferenciá-lo da produção humana, tem gente que acha que o oposto é o que vai fazer. Uma dessas pessoas é Adam Mosseri, CEO do Instagram, que publicou um longo texto de fim de ano com sua visão do momento atual e o futuro da plataforma.É mais fácil rotular o que é real, diz CEO do InstagramEm seu texto, Mosseri afirmou que a tendência não será apenas rotular imagens criadas por IA, mas passar a identificar aquilo que é real. Segundo ele, marcar conteúdos artificiais está se tornando cada vez mais ineficaz, já que a tecnologia avança rápido demais para esse tipo de controle.Leia mais:O plano da Meta para trazer mais adolescentes para o InstagramInstagram limita uso de hashtags e muda estratégia de alcancePais processam Meta após morte de adolescente vítima de extorsão sexual no InstagramPara Mosseri, o caminho mais viável seria criar um sistema no qual fotos e vídeos capturados por câmeras e celulares já nasçam com uma espécie de assinatura digital, capaz de comprovar sua autenticidade.(Imagem: Brett Jordan / Unsplash)Esse tipo de verificação, segundo o executivo, poderia funcionar melhor do que as atuais tentativas de detectar imagens falsas, que hoje são facilmente burladas. Ainda assim, ele reconhece que não há uma solução clara ou pronta para implementar essa ideia em larga escala.Instagram: conteúdo por IA deve ultrapassar produção humana em breveAs declarações fazem parte de uma reflexão mais ampla sobre o futuro do Instagram. Mosseri afirma que o volume de conteúdo gerado por inteligência artificial deve ultrapassar o de produções feitas por pessoas reais, algo que já começa a se tornar visível na plataforma. Para ele, esse cenário não é necessariamente negativo, já que existe muito material de qualidade sendo criado com o apoio da tecnologia.(Imagem: miss.cabul/Shutterstock)O executivo também comentou o impacto dessa mudança sobre criadores e fotógrafos, muitos dos quais reclamam da queda no alcance de suas publicações. Segundo Mosseri, esse descontentamento está ligado a uma visão ultrapassada do que o Instagram representa hoje. A estética polida e cuidadosamente produzida perderia espaço para imagens mais cruas e imperfeitas, que funcionariam como uma forma de provar autenticidade em meio a um ambiente dominado por conteúdos artificiais.Com isso, o Instagram sinaliza uma mudança de foco: menos preocupação em separar o que é falso e mais esforço para destacar aquilo que pode ser comprovadamente real — mesmo que isso signifique redefinir o que é considerado “autêntico” nas redes sociais.O post CEO do Instagram comenta um dilema moderno: como identificar conteúdo feito por IA? apareceu primeiro em Olhar Digital.