Venezuela liberta 88 pessoas detidas em manifestações pós-eleição de 2024

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As autoridades da Venezuela anunciaram nesta quinta-feira (1º) a libertação de 88 pessoas detidas nas manifestações ocorridas após a reeleição de Nicolás Maduro em 2024, que a oposição denunciou como fraudulenta, segundo um comunicado.“Ocorreram nas últimas horas 88 novas liberações de pessoas privadas de liberdade por crimes cometidos no contexto de ações violentas, de setores extremistas, após o processo eleitoral de 28 de julho de 2024”, informou o Ministério do Serviço Penitenciário. O texto detalha que o presidente Nicolás Maduro instruiu avaliar “de maneira individual cada situação e adotar, segundo a lei, medidas cautelares”.Em 25 de dezembro, foi anunciada a libertação de um grupo de 99 pessoas, embora ONGs como a Foro Penal só tenham conseguido verificar 61 casos. Estima-se que ainda há mais de 700 detidos por motivos políticos no país. Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp! WhatsApp Essas libertações coincidem com um aumento da pressão sobre o governo Maduro por parte dos Estados Unidos, que desde agosto mobilizou um destacamento naval no Caribe, determinou o fechamento informal do espaço aéreo venezuelano e agora apreende navios-petroleiros sancionados nas imediações dos portos venezuelanos. “Apesar do contexto de assédio permanente contra a Nação, o Estado venezuelano garante às pessoas privadas de liberdade um tratamento digno, o respeito a seus direitos humanos e atenção integral”, alega o ministério na nota.As eleições presidenciais de 2024 desembocaram em protestos que tiveram como resultado 28 mortes e 2.400 prisões com o recrudescimento da repressão policial, depois que a oposição venezuelana denunciou uma fraude e ratificou a vitória de Edmundo González Urrutia, o candidato apadrinhado pela líder opositora María Corina Machado. A Justiça venezuelana libertou mais de 2.000 detidos desde então, segundo registros oficiais. Leia também EUA sancionam fabricante estatal de drones da Venezuela por comercializar armas com Irã Trump realiza primeiro ataque terrestre contra Venezuela *Com informações da AFP