Petrobras (PETR4) inicia produção da P-78 no campo de Búzios com capacidade de 180 mil barris/dia

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A Petrobras (PETR3; PETR4) anunciou nesta sexta-feira (2) o início da produção do navio-plataforma FPSO P-78, no campo de Búzios, pré-sal da Bacia de Santos. A unidade começou a operar em 31 de dezembro e possui capacidade para produzir 180 mil barris de óleo por dia, além de comprimir 7,2 milhões de m³ de gás diariamente.O FPSO integra o Projeto Búzios 6, sétimo sistema em operação no campo, que é o maior do país em reservas de petróleo. Com a entrada da P-78, a capacidade instalada do campo será ampliada para cerca de 1,15 milhão de barris por dia.O projeto também permitirá a exportação de gás para o continente via interligação com o gasoduto Rota 3, ampliando a oferta de gás no Brasil em até 3 milhões de m³ por dia.Segundo a companhia, o P-78 inaugura uma nova geração de unidades próprias da Petrobras, construída com base em lições aprendidas das primeiras plataformas do pré-sal. O FPSO recebeu melhorias em estratégia de contratação, construção e montagem, além de requisitos técnicos adicionais para estaleiros, visando maior qualidade e eficiência.A unidade conta com tecnologias de redução de emissões e aumento da eficiência operacional, como sistema de recuperação de gases de tocha, variação de rotação em bombas e compressores, e integração energética entre correntes quentes e frias no processamento de óleo e gás.O projeto inclui 13 poços — seis produtores e sete injetores — com sistemas de completação inteligente que potencializam o gerenciamento da produção. A P-78 será interligada a dutos rígidos e flexíveis, permitindo alta capacidade de produção conforme os poços do campo.O FPSO chegou ao Brasil em outubro, vindo de Singapura, com equipes de comissionamento e operação a bordo. A estratégia permitiu a dispensa de parada em águas abrigadas no país e trouxe ganhos de segurança, confiabilidade e prontidão operacional.O campo de Búzios, descoberto em 2010, está localizado a 180 km da costa do Rio de Janeiro, em águas ultra profundas, acima de 2 mil metros de profundidade. Operado pela Petrobras em consórcio com as chinesas CNOOC e CNODC, além da PPSA, o campo superou a marca de 1 milhão de barris por dia em outubro de 2025.