A Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) gastou um total de R$ 129,6 milhões com anúncios na internet ao longo de 2025, de acordo com levantamento do Núcleo publicado na última semana. Trata-se da maior quantia registrada desde que os dados passaram a ser divulgados.As informações estão disponíveis no Portal da Secom, que contabiliza os gastos com agências de publicidade desde o dia 1º de janeiro de 2009. Em 2017, a plataforma começou a discriminar os pagamentos efetuados nos demais contratos, incluindo a “comunicação digital”.Explorando o alcance das big techsO aumento nos gastos do governo federal com publicidade online se intensificou com a chegada de Sidônio Palmeira ao cargo de ministro-chefe da Secom, em janeiro do ano passado, como destaca a reportagem. Ele tem aproveitado o alcance das gigantes da tecnologia para melhorar a comunicação oficial com a população.Dessa forma, a maior parte dos recursos foi destinada à divulgação de anúncios em plataformas do Google e Meta;No caso da gigante das buscas, os gastos somaram R$ 39,01 milhões ao longo de 2025, liderando o ranking, conforme a pesquisa;Em segundo lugar aparece a dona do Facebook, com R$ 35,8 milhões recebidos do governo para a divulgação de publicidade oficial;A Joyo Tecnologia (Kwai) e a ByteDance (TikTok) surgem na sequência, com R$ 10,4 milhões e R$ 4,7 milhões, respectivamente.Os gastos com anúncios oficiais do governo no Google chegaram a quase R$ 40 milhões em 2025. (Imagem: Riley Shot/Getty Images)Na lista das empresas que mais receberam do órgão no ano passado, também estão a Globo (R$ 3,2 milhões), a Record (R$ 3,01 milhões), a Amazon (R$ 2,7 milhões) e o UOL (R$ 2,1 milhões). Os dados podem ser acessados no Portal da Secom, com este levantamento considerando somente o meio “internet”.Anteriormente, o recorde de gastos do governo com anúncios online era de 2023, quando foram registrados mais de R$ 50 milhões. Já em 2024, quando era chefiada pelo então secretário Paulo Pimenta, a Secom reduziu os gastos em cerca de 20% na comparação com o ano anterior, chegando a R$ 44 milhões.Curtiu o conteúdo? Siga acompanhando o TecMundo e compartilhe as notícias com os amigos nas redes sociais.