O alerta envolvendo o antidepressivo Ludiomil, à base de maprotilina, levantou dúvidas entre pacientes e profissionais de saúde, especialmente na França, onde o medicamento é amplamente utilizado em pessoas com mais de 60 anos. A identificação de nitrosaminas em níveis acima do limite estabelecido levou à retirada de determinados lotes como medida de precaução, mas a interrupção brusca do tratamento não é recomendada, o que torna a orientação médica ainda mais importante.O que está acontecendo com o Ludiomil (maprotilina)?A palavra-chave central neste contexto é Ludiomil, nome comercial da maprotilina, um antidepressivo da classe dos inibidores da recaptação de monoaminas, amplamente usado em episódios depressivos, sobretudo em pacientes idosos. Em 2025, o monitoramento de qualidade identificou que alguns lotes apresentavam níveis de nitrosaminas acima do padrão aceitável, motivando o recolhimento preventivo dessas unidades específicas.Essa medida segue normas europeias que buscam limitar ao máximo a exposição prolongada a impurezas potencialmente cancerígenas. As autoridades indicam que o risco imediato para quem já utilizou o medicamento é baixo, mas recomendam avaliar a continuidade do uso e, quando necessário, substituir a maprotilina por outro antidepressivo com perfil de segurança adequado ao paciente.Médico com remédios em mãos – Créditos: depositphotos.com / halfpointO que brasileiros residentes na França não devem fazer diante do alerta sobre o Ludiomil?Diante da retirada do antidepressivo Ludiomil (maprotilina) do mercado francês por risco associado à presença de nitrosaminas acima do permitido, é fundamental que brasileiros que residem no país adotem uma postura cautelosa. Algumas atitudes, embora pareçam inofensivas ou práticas, podem trazer riscos à saúde e comprometer a continuidade segura do tratamento.Não interromper o uso do medicamento por conta própria, mesmo após o alerta oficialNão substituir o Ludiomil por outro antidepressivo sem prescrição médicaNão continuar utilizando estoques antigos em casa, especialmente de lotes afetadosNão ignorar sintomas novos ou efeitos adversos surgidos após o uso do medicamentoNão se basear apenas em informações de redes sociais ou fóruns para tomar decisões médicasApós esse alerta, a principal recomendação é buscar orientação médica o quanto antes. O médico poderá avaliar alternativas terapêuticas seguras e ajustar o tratamento de forma individualizada. Em caso de dúvidas, o farmacêutico também pode orientar sobre o descarte correto do medicamento e os próximos passos, garantindo que a transição seja feita sem riscos à saúde.Por que a maprotilina e o Ludiomil estão sendo substituídos?A substituição do Ludiomil está diretamente relacionada à detecção de nitrosaminas em alguns lotes específicos, impurezas que podem surgir durante a fabricação ou o armazenamento. Em quantidades pequenas e uso de curta duração, a exposição tende a ser considerada aceitável, mas níveis acima do padrão seguro e exposição contínua elevam a preocupação regulatória.Do ponto de vista técnico, a retirada é uma medida preventiva, baseada em redução de risco a longo prazo, disponibilidade de alternativas eficazes e proteção de populações vulneráveis, como idosos com múltiplas doenças associadas. A recomendação oficial é encarar essa mudança como adequação do tratamento, e não como emergência clínica para quem já utilizou o remédio.Quais são as principais alternativas ao Ludiomil?Com a saída progressiva do Ludiomil, médicos têm recorrido a outras opções para manter a estabilidade do quadro depressivo, considerando eficácia e segurança individual. Entre essas alternativas, destacam-se antidepressivos tricíclicos, serotoninérgicos e noradrenérgicos, escolhidos de acordo com idade, comorbidades e histórico prévio de resposta.Na prática clínica, alguns medicamentos são frequentemente avaliados como possíveis substitutos:Amitriptilina (Laroxyl e genéricos) – da família dos tricíclicos, usada em doses ajustadas à idade, resposta clínica e doenças associadas.Mirtazapina – de outra classe farmacológica, com efeito sedativo noturno útil em pacientes com insônia associada à depressão.Venlafaxina – inibidor de recaptação de serotonina e noradrenalina, indicado conforme tolerância e interações medicamentosas.Sertralina – inibidor seletivo da recaptação de serotonina, frequentemente escolhido em idosos pela experiência ampla de uso.Cartela de remédios – Créditos: depositphotos.com / nenovbrothersComo deve ser feita a troca do Ludiomil por outro antidepressivo?A principal orientação é que a substituição da maprotilina não seja feita de forma abrupta, para reduzir sintomas de abstinência e evitar piora do quadro depressivo. Em geral, o processo envolve redução gradual da dose do Ludiomil associada à introdução progressiva do novo medicamento, em esquema definido pelo profissional de saúde.Esse acompanhamento costuma ser mais intenso nas primeiras semanas, quando podem surgir náusea, desconforto gastrointestinal, alterações de sono ou oscilações de humor. O monitoramento permite ajustar doses, reconsiderar a escolha do antidepressivo e esclarecer dúvidas de pacientes e cuidadores sobre a quantidade correta em cada etapa da transição.Quando procurar ajuda em relação ao Ludiomil?Em caso de dúvida sobre o uso do Ludiomil, a quantidade de comprimidos restante ou a necessidade de troca por outra opção, a orientação prioritária é procurar o profissional responsável pelo tratamento. Serviços de saúde, farmácias hospitalares e unidades básicas também podem informar sobre o recolhimento de lotes e o acesso a antidepressivos substitutos.Essa reorganização do tratamento não reduz a importância de manter a depressão sob controle e seguir o plano terapêutico. Pelo contrário, reforça a necessidade de acompanhamento contínuo, com avaliação periódica da resposta clínica e da segurança de cada medicamento, equilibrando o controle do transtorno depressivo e a redução da exposição a impurezas como as nitrosaminas.Leia também: Anvisa proíbe produtos da empresa Santa Maria a base de componente banido no BrasilO post Medicamento popular é retirado do mercado e gera preocupação entre pacientes apareceu primeiro em Terra Brasil Notícias.