A Marisa (AMAR3) informou nesta sexta-feira (2) que o Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) reverteu a decisão da área técnica que havia determinado o refazimento de suas demonstrações financeiras. A decisão, tomada em 30 de dezembro de 2025, dá provimento ao recurso apresentado pela companhia e mantém os números divulgados pela varejista.A obrigatoriedade de refazer os balanços anuais de 2022 a 2024 e os formulários trimestrais de 2023 a 2025 havia sido anunciada em outubro de 2025, motivada pela necessidade de constituir provisões para processos tributários envolvendo a M Serviços, controlada indireta da Marisa.A área técnica da CVM entendia que essas provisões eram necessárias, mas a empresa argumentou que a probabilidade de perda desses processos era apenas “possível”, conforme classificação de seus assessores jurídicos, não exigindo a constituição de provisões contábeis.Com a decisão favorável, a Marisa mantém o prejuízo líquido de R$ 315,8 milhões registrado em 2024, sem necessidade de ajustes que poderiam impactar seu patrimônio líquido e outros indicadores financeiros. Vale lembrar que, segundo a auditoria da BDO, o passivo não circulante da varejista estava subavaliado e o patrimônio líquido superavaliado em R$ 195,6 milhões, enquanto o prejuízo do exercício estava subavaliado em R$ 40,9 milhões.A companhia reforçou a confiança na integridade de seus processos de elaboração de demonstrações financeiras e afirmou o compromisso de manter acionistas e mercado plenamente informados sobre seus negócios.