Trump ameaça intervir no Irã após protestos deixarem duas mortes

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Após duas pessoas morrerem durante a onda de protestos que acontece no Irã desde o início da semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou intervir no país caso haja mais mortes. Os atos são contra a crise econômica enfrentada pelo país.Nessa terça-feira (30/12), o príncipe herdeiro do Irã, Reza Ciro Pahlavi, classificou as manifestações como a “chama de uma revolução nacional” e convocou os iranianos a continuarem pressionando o governo do aiatolá Ali Khamenei. Leia também MundoProtestos no Irã acendem esperança em herdeiro de ex-monarca do país MundoTrump fala em perdão a Netanyahu, ameaça Irã e recebe Prêmio Israel MundoContra Mercosul, agricultores fazem protesto incendiário em Bruxelas Aos 65 anos, Reza Ciro Pahlavi está exilado nos Estados Unidos desde o fim de década de 1970, quando o império de seu pai, o Xá Reza Pahlavi, foi deposto após protestos no país. Ele ficou no poder entre 1941 e 1979.A mídia local relata que as autoridades prenderam cerca de 30 pessoas sob suspeita de crimes contra a ordem pública.“Se o Irã atirar e matar violentamente manifestantes pacíficos, como é seu costume, os Estados Unidos da América virão em seu auxílio. Estamos prontos para agir. Obrigado pela atenção!”, publicou o presidente norte-americano na rede Truth Social.As duas mortes foram registradas na cidade de Lordegan, no sudoeste do país, segundo a imprensa internacional. Os protestos tiveram início no último domingo (28/12), em Teerã, e se espalharam para outras cidades iranianas.O atual presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, que enfrenta uma onda de sanções internacionais por conta de seu programa nuclear, se mostrou aberto ao diálogo apesar dos protestos.Em um comunicado divulgado na rede social X, no dia 29 de dezembro, ele disse ter instruído o ministro do Interior a ouvir as “reivindicações legítimas por meio do diálogo com os representantes dos manifestantes”.