O pacote de obras rodoviárias em Mato Grosso do Sul entra em uma nova etapa, com a preparação de um conjunto adicional de projetos que pode movimentar cerca de R$ 2,6 bilhões em pavimentação de rodovias, focado em estradas estaduais, ampliação da malha asfaltada e fortalecimento da logística regional, em um momento em que o estado busca consolidar sua posição como corredor estratégico de escoamento de produção e de integração com países vizinhos.Como será o novo pacote de R$ 2,6 bilhões em pavimentação?Esse novo ciclo de investimentos é conduzido pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, com coordenação técnica da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos). A iniciativa sucede um amplo programa de financiamento do BNDES que já está em execução, com valor estimado semelhante, embora a origem exata dos recursos ainda não tenha sido detalhada.Desde agosto, a Agesul acelera a estruturação do novo pacote de pavimentação das rodovias de Mato Grosso do Sul, com 13 editais para contratação de projetos básicos e executivos. Caso todos os projetos avancem, a previsão é acrescentar aproximadamente 605 quilômetros de asfalto novo, com valor médio de R$ 4,3 milhões por quilômetro e investimento total próximo de R$ 2,6 bilhões. Veja os impactos:Valor e objetivo: pacote de investimentos estimado em R$ 2,6 bilhões focado em pavimentação de rodovias estaduais, ampliação da malha asfaltada e fortalecimento da logística interna do estadoCoordenação: liderado pelo Governo do Estado do MS e coordenado tecnicamente pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos).Fase de preparação: foram lançados 13 editais para contratação de projetos (básicos e executivos) para cerca de 20 municípios; expectativa de concluir contratações até março de 2026.Extensão potencial: se todos os projetos avançarem para execução, serão aproximadamente 605 km de novas pavimentações.Principais trechos previstos:• MS-340 (≈ 101 km) entre Rio Negro e Bandeirantes.• MS-447 e MS-345 (≈ 95 km) conectando Aquidauana à Ponte do Grego.• MS-141 (≈ 68 km) ligando BR-267 a Angélica.• MS-473 (≈ 18 km) entre Angélica e Nova Andradina.Projeto estratégico: até 50 km de rodovia em Porto Murtinho até a divisa com o Paraguai, vinculados à rota bioceânica (dependendo de apoio federal para ponte sobre o Rio Apa).Trechos menores com impacto local: pavimentação de 8 km na MS-450 ligando BR-262 ao distrito turístico de Piraputanga.Fonte de recursos: ainda não oficialmente divulgada, mas deve seguir modelo de financiamento e parcerias similar ao programa anterior vinculado ao BNDES. Quais rodovias estaduais serão beneficiadas com novos trechos de asfalto?Entre os projetos de maior porte, destaca-se a obra de 101 quilômetros na MS-340, entre Rio Negro e Bandeirantes, reduzindo em cerca de 30 quilômetros a distância asfaltada entre os municípios. Outro eixo relevante é a pavimentação de aproximadamente 95 quilômetros nas MS-447 e MS-345, ligando Aquidauana à Ponte do Grego, passando por Limão Verde e Cipolândia.O planejamento inclui ainda 68 quilômetros de asfalto na MS-141, entre a BR-267 e Angélica, além de 18 quilômetros na MS-473, reforçando o acesso entre Angélica e Nova Andradina. Esses trechos são considerados estratégicos para o escoamento da produção agrícola e integração de polos regionais, ampliando a competitividade logística do estado.Ponte Bioceânica – Foto: Governo do MSComo a rota bioceânica e o turismo serão impactados pelas novas obras?O novo pacote de obras também dialoga com a rota bioceânica, que pretende ligar o Brasil aos portos do Pacífico, atravessando Paraguai, Argentina e Chile. Paralelamente à ponte sobre o Rio Paraguai e à rodovia de acesso em Porto Murtinho, a Agesul estuda implantar cerca de 50 quilômetros de rodovia até a divisa com o Paraguai, passando sobre o Rio Apa.Para viabilizar esse eixo, o governo estadual ainda aguarda apoio federal para a construção da ponte sobre o Rio Apa, peça essencial do corredor bioceânico. O pacote também inclui obras de menor extensão com impacto direto no turismo, como cerca de 8 quilômetros entre a BR-262 e o distrito de Piraputanga, na MS-450, a Estrada Parque Palmeiras–Piraputanga, área importante para o turismo de natureza. Veja os benefícios do projeto:Obra / AçãoBenefícios Diretos ao TurismoDuplicação e modernização da BR-163/MSFluxo mais rápido e seguro; Maior conforto em viagens longas atravessando o EstadoImplantação de faixas adicionais e contornos urbanosMenos congestionamentos próximos a destinos turísticos; Melhor experiência de chegada e saída em cidades-chaveReadaptação de concessões e novos investimentos (Novo PAC)Garantia de obras contínuas e manutenção; Infraestrutura mais estável para agências de turismo planejarem rotasMelhor mobilidade entre polos turísticos (Bonito, Pantanal, fronteira)Aumento da possibilidade de roteiros combinados; Atração de turistas interessados em multi-destinosMais segurança viária nas rodoviasTurismo rodoviário mais confiável; Redução de acidentes e medo de dirigir em áreas remotasComo o pacote do BNDES e os novos projetos vão atuar em paralelo?Enquanto o novo pacote ainda está na fase de projetos, o programa financiado pelo BNDES segue em execução e prevê 570 quilômetros de asfalto novo e o recapeamento de outros 250 quilômetros. Embora haja cruzamento de áreas de influência, o governo indica que os 13 novos projetos da Agesul não têm como objetivo apenas complementar diretamente as obras bancadas pelo BNDES.Na prática, os dois pacotes tendem a funcionar em paralelo, ampliando a malha asfaltada, melhorando a logística interna e fortalecendo a integração regional e internacional. A combinação de novos trechos e recuperação de rodovias existentes busca reduzir custos de transporte, aumentar a segurança viária e apoiar cadeias produtivas como agronegócio, turismo e comércio fronteiriço.FAQ sobre o novo pacote de obras em Mato Grosso do SulO que ainda impede o início das novas obras? A maior parte dos trechos está na fase de elaboração de projetos. Só depois dessa etapa é possível licitar a execução das obras, o que depende também da definição completa das fontes de financiamento.Os municípios podem propor novos trechos para pavimentação? Em geral, as prioridades são definidas pelo governo estadual, mas prefeituras participam do planejamento por meio de demandas técnicas, estudos regionais e articulação política.Há previsão de obras em estradas já asfaltadas nesse novo pacote? O foco anunciado é criar novos trechos pavimentados. A recuperação e o recapeamento de rodovias existentes permanecem, sobretudo, no escopo do pacote financiado pelo BNDES.Como a população pode acompanhar o andamento dessas obras? Informações são divulgadas em portais oficiais do governo de Mato Grosso do Sul e da Agesul, além de editais, contratos e avisos de licitação nos diários oficiais.O post Mato Grosso do Sul anuncia megapacote de obras com investimento de R$ 2,6 bilhões para pavimentar e melhorar a fluidez de rodovias apareceu primeiro em Terra Brasil Notícias.