A cantora Roberta Miranda compareceu à missa de sétimo dia de Tainara Souza Santos, que morreu após ser atropelada e arrastada pelo ex na Marginal Tietê, em São Paulo. A cerimônia aconteceu na última terça-feira (30/12).Em vídeo publicado nas redes sociais (assista acima), a cantora aparece ao lado da mãe da vítima de femínicidio, Lucia Aparecida da Silva. “Estamos juntas na luta por justiça. Tenho certeza que lá de cima ela está bem, bem melhor do que aqui nesse mundo cruel”, diz Lucia.Tainara morreu na véspera de Natal (24/12), depois de quase um mês de internação. Ela teve as duas pernas amputadas após ser arrastada por mais de 1 quilômetro. O suspeito do crime, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, foi preso em um hotel na zona leste da capital paulista em 30 de novembro. Leia também São PauloTainara é enterrada sob aplausos e forte comoção: “Justiça” São PauloMorta arrastada: enterro de Tainara vira ato contra feminicídio São PauloCaso Tainara: condenação de ex é “resposta à sociedade”, diz advogado São PauloCaso Tainara: autor de crime responderá por feminicídio consumado Mulher arrastadaCâmeras de segurança flagraram o momento em que Tainara é atropelada e arrastada por Douglas Silva. Nas imagens, é possível ver que ela andava a pé com outro rapaz quando é atingida por um carro preto.Ao Metrópoles, Letícia Dias, amiga de infância da vítima, explicou que ela perdeu um dos pés já no momento em foi arrastada pelo veículo. “O médico tentou recuperar o [pé] que estava dilacerado, só que não deu. Infelizmente, teve que tirar as duas pernas”, lamentou.SuspeitoDurante o interrogatório, o suspeito afirmou que está “completamente arrependido” e que não conhecia Tainara Souza Santos.Douglas disse que estava em um bar desde a noite da sexta-feira (28/11) e se envolveu em uma briga para defender o amigo Kauan após um desentendimento com o companheiro de Tainara.Na confusão, Douglas teria sido atingido com uma garrafada no rosto e ameaçado de morte. Ele declarou que deixou o local com o amigo e, já dentro do carro, avistou Tainara acompanhada do outro rapaz. O homem, então, teria feito uma manobra e estava indo embora quando “acabou batendo o carro nela”.Douglas disse que suspeitou de um suposto problema mecânico ao notar que “o carro não ia para frente” após a batida, mas negou ter percebido que a vítima estava debaixo do veículo.Ele afirmou que pessoas começaram a gesticular, mas acelerou e deixou o local em direção à Marginal Tietê. Na avenida, outros motoristas teriam buzinado e alertado que uma mulher estava abaixo do veículo. Segundo o homem, ele parou em um posto de combustível metros à frente — momento em que Tainara se desprendeu do carro —, mas fugiu por medo de ser agredido.Em seguida, Douglas teria contado o ocorrido para os familiares e conversado com um advogado, que o orientou a deixar o carro longe do local dos fatos para ser entregue às autoridades posteriormente. O homem levou o veículo até a casa de um ex-sogro sem informar o motivo.Então, Douglas reservou um quarto em um hotel distante, onde foi preso no dia seguinte ao crime. No momento da prisão, o homem ainda teria partido para cima de um policial e acabou baleado no braço.Polícia desmente versãoO depoimento de Douglas, no entanto, destoa das informações reunidas pela polícia.Segundo as investigações, o criminoso conhecia Tainara, com quem teve um relacionamento casual. Ele agiu por ciúmes e por não aceitar o fim do relacionamento.O amigo Kauan diz que tentou desestimular Douglas e insistiu para que o homem parasse o carro enquanto a mulher era arrastada na Marginal.O delegado Augusto Bícego também afirmou que Douglas não parou o veículo e Tainara só escapou porque o corpo se desprendeu.A irmã de Tainara afirmou que Douglas já a perseguia há tempos e que os dois nunca chegaram a ter um relacionamento sério.