O ano virou e a partir de hoje (1°), o salário mínimo oficial passou a ser de R$ 1.621, um reajuste de 6,79% que começa a valer agora. No entanto, o dinheiro a mais só cai na conta a partir de fevereiro. Na prática, o piso nacional passa a equivaler a R$ 54,04 por dia ou R$ 7,37 por hora. Não parece muito quando se olha isoladamente. Mas, no agregado, a mudança mexe com a engrenagem da economia brasileira e com a vida de milhões de pessoas. Segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 61,9 milhões de brasileiros têm renda direta ou indireta atrelada ao salário mínimo. Desse total, 29,2 milhões são aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Outros 17,6 milhões são empregados formais, 10,7 milhões trabalham por conta própria e 3,8 milhões são trabalhadores domésticos. Salário mínimo 2026 O reajuste segue a Lei 14.663/2023, mas para 2026, porém, a regra veio com freio. O novo arcabouço fiscal limitou o crescimento real das despesas da União a 2,5%. Ou seja, ficou assim: INPC: 4,18% (considerado integralmente) PIB: 3,4%, mas limitado a 2,5% O resultado foi um aumento nominal de 6,79%, formalizado em texto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar do aumento, o Dieese aponta que o valor não atende ao que determina a Constituição. Segundo o departamento, o salário mínimo capaz de sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.067,18 em novembro de 2025 — mais de cinco vezes o novo valor oficial. Ainda assim, é um impacto estimado de R$ 81,7 bilhões na economia ao longo do ano.