O Ministério das Relações Exteriores da Rússia solicitou neste sábado (3/1) “esclarecimentos imediatos” sobre a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores, anunciada pelos Estados Unidos.Em comunicado, Moscou afirmou estar “extremamente preocupada” com a retirada forçada do casal durante a ofensiva norte-americana e classificou eventuais ações como uma “violação inaceitável da soberania de um Estado independente”.“O respeito à soberania é um princípio fundamental do direito internacional”, disse o ministério russo, reforçando que qualquer justificativa apresentada pelos EUA para a operação seria considerada “insustentável”.O Kremlin já havia condenado previamente o que chamou de “ato de agressão armada contra a Venezuela”. Leia também MundoMaduro será julgado em Nova York após ser capturado na Venezuela MundoEm post que celebra queda de Maduro, Eduardo Bolsonaro ameaça Lula MundoApós captura de Maduro, ministro põe Forças Armadas em alerta máximo MundoVenezuela pede reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU 4 imagensFechar modal.1 de 4Maduro é próximo a PutinKremlin Press Office / Handout /Anadolu Agency via Getty Images2 de 4Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e o presidente da Rússia, Vladimir PutinReprodução3 de 4Maduro e PutinContributor/Getty Images4 de 4Divulgação/KremlinAtaques em larga escalaA ofensiva norte-americana, confirmada pelo presidente norte-americano Donald Trump, incluiu ataques em larga escala contra Caracas, resultando na captura de Maduro e Cília Flores.Ainda nesta manhã, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, declarou que o líder chavista “em breve enfrentará toda a fúria da justiça americana em solo e tribunais dos EUA” e detalhou as acusações contra ele, que incluem conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.Em paralelo, o governo venezuelano solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para tratar da ação militar americana.A solicitação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil Pinto, em carta enviada ao presidente do órgão, Abukar Dahir Osman, na qual descreve os ataques como “brutais, injustificados e unilaterais” e alerta para os impactos sobre áreas civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.