Foto: FreepikO ano de 2026 chegou e, com ele, a campanha conhecida como “janeiro Branco”, foi iniciada. Ela incentiva as pessoas a cuidarem de suas mentes como prioridade, refletirem sobre a vida e buscarem ajuda profissional quando necessário, usando o início do ano como um “quadro branco” para reescrever histórias e metas. Sendo assim, a psicóloga Gabriela Fonzar, em entrevista para a reportagem, orientou os leitores sobre saúde mental. Gabriela é natural de Andradina (SP) e, de acordo com ela, o janeiro Branco é um convite coletivo para olhar para a saúde mental com a mesma seriedade que olhamos para o corpo, tendo em conta que janeiro simboliza recomeço, folha em branco, mas não no sentido de apagar o passado e sim de reler a própria história com mais consciência. “É um mês que lembra que emoções, pensamentos e comportamentos também precisam de cuidado, escuta e acolhimento.” Ainda de acordo com ela, o “janeiro branco”, é importante pois ainda vivemos em uma sociedade que normaliza o adoecimento emocional. Ela crê que pessoas funcionam, trabalham, cuidam de outros seres humanos, mas, por dentro, estão exaustas, vazias ou em sofrimento silencioso e o janeiro Branco rompe esse silêncio. “Ele legitima a dor emocional e reforça uma mensagem essencial: cuidar da mente não é luxo, é necessidade.” Gabriela Fonzar. Foto: Arquivo pessoalOS RITUAISPara mais, com o início de um novo capítulo, ou seja, um novo ano, a andradinense comentou que, antes de criar metas, é preciso criar consciência. “As pessoas devem olhar para o ano que passou e se perguntar: O que me fortaleceu? O que me drenou? Que padrões eu repito que me machucam?” Segundo Gabriela, começar o ano com saúde mental não é “estar bem”, é estar honesto consigo mesmo. Ademais, ela salientou que, se possível, o popular poderá buscar ajuda profissional para não caminhar sozinho no processo. Ainda segundo Gabriela, com relação aos famosos rituais, eles ajudam quando têm significado emocional, ou seja, não poder mágico. Para ela, o problema é achar que isso substitui autoconhecimento, responsabilidade emocional e mudança de comportamento. “Nenhum ritual funciona se a pessoa continua fazendo as mesmas escolhas que a adoecem.” EM TODO O ANOCom relação ao ano completo, as pessoas podem manter a saúde mental saudável, respeitando limites, aprendendo a dizer não sem culpa, criando pausas e entendendo que saúde mental não é ausência de problemas e sim a capacidade de lidar com eles sem se destruir. “Terapia é uma das ferramentas mais potentes nesse processo.” Já com relação aos prováveis novos objetivos com a chegada de uma nova história, Gabriela aconselha que, as pessoas, devem começar coisas novas, porém, iniciar diferente, não apenas novo. Sendo assim, devem arrumar novas formas de se tratar, novos limites e novas escolhas emocionais. “Às vezes, o maior recomeço não é mudar de emprego ou relacionamento, mas mudar a forma como você se coloca dentro deles.” O JANEIRO BRANCOConforme a psicóloga, pessoalmente, o “janeiro branco” é um lembrete de que também é humana e precisa se cuidar para cuidar do outro. Já com relação ao âmbito profissional, é reafirmar seu propósito: ajudar pessoas a se libertarem de padrões que adoecem, especialmente em relações abusivas e de dependência emocional. “Janeiro Branco não é campanha para mim, é prática diária.” Ainda conforme a psicóloga, a saúde mental é fortalecida através da consciência emocional, apoio psicológico, vínculos seguros, rotina com sentido e a coragem de olhar para si sem maquiagem emocional. “Ela se fortalece quando a pessoa para de fugir de si.” Entretanto, quando a pessoa estiver abalada, deve saber o que fazer e, diante da situação, ter recursos emocionais, rede de apoio e acompanhamento psicológico. “Faz toda a diferença entre cair e se reconstruir ou permanecer preso no sofrimento.” PARA O ANO NOVONo decorrer da entrevista, Gabriela afirmou que o ser humano não precisa ser forte o tempo todo, não precisa dar conta de tudo sozinho, não precisa continuar vivendo no automático só porque “sempre foi assim” e que, neste ano ele se escute mais, se culpe menos e se trate com a mesma empatia que oferece aos outros. “Cuidar da mente é um ato de coragem e amor-próprio Além disso, para atingir melhores resultados na vida, as pessoas devem acabar renunciando à ilusão de controle total, aceitar que crescer dói e entender que o resultado emocional vem de processo e não de promessa rápida. “Mente aberta é mente disposta a aprender, desaprender e se responsabilizar pelas próprias escolhas.” O post Janeiro Branco: Psicóloga orienta sobre saúde mental apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.