Venezuela: chanceler acusa Macron de ingerência após fala sobre Maduro

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O chanceler da Venezuela, Yván Gil, reagiu a uma publicação do presidente da França, Emmanuel Macron, e classificou as declarações como uma “intromissão inadmissível” nos assuntos internos do país. O líder francês afirmou que Edmundo González, derrotado por Nicolás Maduro na última eleição, deveria conduzir a transição conduzida pelos Estados Unidos.Em nota oficial, Gil afirmou repudiar as falas de Macron, que escreveu em publicação na rede social X que “o povo venezuelano está hoje libertado da ditadura de Nicolás Maduro e não pode senão celebrar”, além de afirmar que a França pode apoiar um processo de transição política no país.“A República Bolivariana da Venezuela rejeita da forma mais enérgica possível as declarações insolentes emitidas pelo Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, as quais constituem uma ingerência inadmissível nos assuntos internos de um Estado soberano e uma demonstração de profundo desconhecimento da realidade política, institucional e social do país”, disse o chanceler venezuelano.O comunicado prossegue: “O povo venezuelano exerce plenamente sua soberania, conta com seu Presidente constitucional, Nicolás Maduro Moros, com suas instituições legítimas, com seus recursos naturais e com um governo que emana da vontade popular e da ordem constitucional”.Gil afirmou ainda que, em razão das declarações de Macron, o governo venezuelano, mesmo após a captura de Maduro, “tomará as ações diplomáticas que considerar pertinentes no âmbito da avaliação das relações com a França”.A manifestação do presidente francês ocorre em meio ao processo de transição política na Venezuela, após a saída de Maduro do poder, encerrando um ciclo de quase 27 anos de governos chavistas. Leia também Paulo CappelliAliado de Lula, Macron comemora queda de Maduro: “Venezuela está livre” MundoVenezuela contabiliza ao menos 40 mortos em ataque dos EUA, diz NYT MundoLeia a íntegra da acusação que indiciou Nicolás Maduro nos EUA MundoVenezuelanos estocam comida após ataque dos EUA e captura de Maduro Transição e comando do petróleoTrump disse nesse sábado (3/1) que os EUA irão administrar a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro até a transição do governo.Ele também ressaltou que controlará as reservas de petróleo do país. O republicano deu as declarações durante coletiva, em Mar-a-Lago, sobre o ataque norte-americano ao território venezuelano.“Hoje de madrugada, sob minha direção, os Estados Unidos, através de suas Forças Armadas, conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela. O poder militar americano por terra e pelo mar foi usado para lançar um ataque espetacular. […] toda a capacidade militar venzuelana ficou sem poder”, declarou o norte-americano durante a coletiva.