Waack: Brasil nunca se preocupou com defesa em entorno e fronteiras

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A operação militar americana que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro na Venezuela neste sábado (3) expôs não apenas a fragilidade do regime venezuelano, mas também uma reflexão sobre a posição geopolítica do Brasil na América do Sul. Durante o Agora CNN, o âncora William Waack definiu que o Brasil se tornou um país incapaz de realizar uma ação coordenada em seu entorno e que se tornou uma “voz sem eco” no contexto internacional.A rapidez e eficiência com que os americanos capturaram Maduro demonstrou grande capacidade militar de atuação em ambientes geograficamente controlados, como a região norte da Venezuela, fato que contrasta drasticamente com a realidade brasileira. Leia Mais: Analista da CNN detalha os próximos passos de Maduro e sua esposa Prefeito de NY diz ter se oposto à captura de Maduro em ligação com Trump Waack: Posicionamento do Brasil sobre Venezuela é "voz sem eco" Vulnerabilidade brasileira em questões de defesa“Queria chamar a atenção de novo o quanto que isso nos deixa, aqui no Brasil, estupefatos, com a debilidade, vulnerabilidade e a incapacidade que nós no Brasil temos de projetar qualquer coisa parecida a poder”, disse Waack em sua análise.O jornalista ressaltou que esta situação é resultado de um consenso social brasileiro: “Nosso país nunca se preocupou muito com questões de segurança e defesa, continua se preocupando pouco, sempre achou que o mundo lá fora nos sorriria porque, afinal de contas, se nós produzimos aquilo que o mundo precisa, que é comida, a nós nada acontecerá”.Waack destacou ainda que, historicamente, o Brasil sempre teve uma voz e presença significativas em seu entorno imediato por mais de um século. O país compartilha fronteiras com quase todos os países da América do Sul, exceto Chile e Equador. No entanto, atualmente, a capacidade brasileira de coordenar ações em seu próprio entorno geopolítico parece ter se dissipado completamente. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.