Venezuela sofreu corte de internet e blecaute antes de ataque dos EUA

Wait 5 sec.

Explosões, incêndios, blecautes com corte de energia e internet e sobrevoos de helicópteros militares. Foi assim que a madrugada de sábado (03) se desenrolou para moradores de Caracas, na Venezuela, durante uma invasão realizada pela Delta Force, uma tropa de elite do exército dos Estados Unidos, para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro.Até o momento, os registros indicam que os blecautes aconteceram nas cidades de Caracas, Miranda, Aragua, Nueva Esparta e La Guaira.Não foi só na madrugada, também existem registros de falha de  conectividade na internet de Caracas às 17 horas de sexta-feira (02). Ainda não há como correlacionar os eventos de modo oficial.O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que assistiu ao vivo à captura de Maduro. "Foi como ver um programa televisivo", disse.Queda de energia e internetOs oficiais norte-americanos não confirmaram se foram responsáveis por derrubar a internet e a energia na Venezuela. “É uma rede elétrica já conhecida por cair, então distinguir dolo de caso recorrente fica complicado”, adiciona o gerente de tecnologia Thiago Ayub, colunista do TecMundo.Queda registrada na sexta-feira. (Fonte: VEsinfiltro)“Chama a atenção na véspera da captura de Maduro o apagão de internet no país ocorrido às 17h (horário local). 60% dos blocos de IP da Venezuela desapareceram por horas da tabela global de roteamento, tornando-se invisíveis para a Internet mundial”, comenta Ayub.O gerente de tecnologia comenta que não há informações sobre o que causou esse apagão, “mas ele não está relacionado com blecaute de energia”. “Assim como o Irã desligou a Internet nacionalmente no primeiro de janeiro diante de protestos populares, é possível que as autoridades venezuelanas temessem que a operação estadunidense ocorresse na noite de ontem e quisessem adiar a repercussão deixando a população sem internet”, complementa.Ayub também relata que a principal causa para apagões na internet em 2025 foram ordens governamentais e “não seria surpresa que o último ocorrido na Venezuela em meio a tensão militar tenha também origem governamental”.