O BB Investimentos manteve a sua carteira com dez small caps para o mês de janeiro inalterada.Com isso, permanecem na seleção os papéis do Banco ABC (ABCB4), Azzas (AZZA3), Bradespar (BRAP4), Cury (CURY3), Cyrela (CYRE3), Intelbras (INTB3), JHSF (JHSF3), Marcopolo (POMO4), PetroReconcavo (RECV3) e Vulcabras (VULC3).Em dezembro, a valorização acumulada da carteira foi de -1,03% enquanto seu índice small caps (SMLL) registrou variação de -3,58%.Veja a avaliação do BB InvestimentosBanco ABC (ABCB4)O Banco ABC atravessa 2025 com foco na preservação da rentabilidade e da qualidade da carteira, priorizando resultados sustentáveis em vez de crescimento acelerado. O ambiente de juros elevados favorece algumas linhas de negócio e exige cautela em outras, especialmente no segmento Middle, que concentra maior rentabilidade, mas também mais risco. O banco segue bem posicionado, com oportunidades ligadas à ampliação de produtos, parcerias e possíveis aquisições, além de manter pagamentos recorrentes de proventos acima da média do mercado.Azzas (AZZA3)Maior grupo de moda da América Latina, a Azzas nasceu da fusão entre Arezzo e Grupo Soma e reúne 27 marcas e cerca de 2 mil lojas. No 3T25, registrou crescimento de 4,4% na receita bruta, alcançando R$ 3,7 bilhões. Após a fusão, a companhia avançou na simplificação da governança e na integração operacional, com foco estratégico no crescimento eficiente e na visão de longo prazo até 2030. O endividamento é considerado saudável, com investimentos direcionados a projetos de maior retorno.Bradespar (BRAP4)A Bradespar é uma holding cujo único ativo relevante é a participação na Vale, fazendo com que seus resultados reflitam diretamente o desempenho da mineradora. No 3T25, a Vale apresentou evolução operacional consistente, com estabilidade nas operações e redução de custos, sustentando margens robustas. A forte geração de caixa segue permitindo uma política relevante de distribuição de dividendos, o que beneficia diretamente a holding.Cury (CURY3)Com foco no segmento econômico nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, a Cury segue apresentando forte desempenho operacional. No 3T25, lançou empreendimentos com VGV de R$ 1,7 bilhão e manteve vendas líquidas elevadas, sustentando um dos maiores índices de VSO do setor. A receita e o lucro líquido renovaram recordes históricos, com margens em expansão, refletindo eficiência operacional e elevada demanda nos mercados em que atua.Cyrela (CYRE3)A Cyrela atua majoritariamente nos segmentos médio e alto padrão e apresentou volume expressivo de lançamentos no 3T25, com VGV total de R$ 5 bilhões. As vendas líquidas permaneceram resilientes, apesar de leve recuo no VSO devido ao aumento da oferta. A companhia entregou crescimento relevante no lucro líquido e nas margens, impulsionada também pelos resultados de participações estratégicas em outras incorporadoras listadas.Intelbras (INTB3)A Intelbras atua nos segmentos de segurança eletrônica, redes e energia, com presença no Brasil e na América Latina. Após forte crescimento desde o IPO, a empresa passou a priorizar rentabilidade. No 3T25, houve retração de receita, mas o lucro líquido avançou, sustentado por uma estrutura financeira conservadora, posição de caixa líquido e melhora da margem líquida.JHSF (JHSF3)Voltada ao público de alta renda, a JHSF apresentou crescimento nas receitas recorrentes e avanço da incorporação no 3T25. A companhia expandiu seu portfólio com a aquisição da BYS International, no segmento de charters de iates, e segue ampliando a operação do aeroporto executivo, que apresentou forte crescimento de movimentos e receita. Apesar de alavancagem acima da média do setor, há expectativa de desalavancagem com a venda do portfólio de incorporação.Marcopolo (POMO4)A Marcopolo enfrenta um cenário misto. O segmento rodoviário segue como principal fonte de receita, mas a menor demanda doméstica por ônibus de longa distância pressiona margens. O segmento urbano mostra estabilidade, com potencial de crescimento nas linhas elétricas e híbridas. As operações internacionais, especialmente na Austrália e África do Sul, têm sustentado os resultados, enquanto o endividamento segue bem estruturado.PetroReconcavo (RECV3)A PetroReconcavo atua na exploração e produção onshore, com baixa alavancagem e boa geração de caixa. A produção teve leves oscilações negativas em 2025 por fatores operacionais, mas a empresa avança na otimização do portfólio e na verticalização, com destaque para ativos de gás. Apesar dos riscos ligados ao preço do petróleo e aos custos de extração, a relação risco-retorno ainda é considerada atrativa.Vulcabras (VULC3)Maior fabricante de calçados esportivos do Brasil, a Vulcabras apresentou forte crescimento no 3T25, com alta de 21,8% na receita líquida. A empresa opera com baixo endividamento e direciona seus investimentos à ampliação do parque fabril e ao ganho de eficiência operacional, sustentando perspectivas positivas de crescimento no mercado doméstico.As small caps recomendadas para janeiroEmpresaTickerVariação em 2025Banco ABCABCB432,54%AzzasAZZA3-6,39%BradesparBRAP442,39%CuryCURY3113,20%CyrelaCYRE397,81%IntelbrasINTB31,28%JHSFJHSF3131,47%MrcopoloPOMO45,87%PetroReconcavoRECV3-25,73%VulcabrasVULC378,08%