A força de um clássico português que se reinventa no simples 

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Nem sempre de reinventar a roda se faz uma marca de sucesso. Simplificar, concentrar recursos e comunicar com propósito tornou-se um sinal de maturidade estratégica – não fosse o velho ditado ‘menos é mais’ tão relevante nos dias que correm. Dias saturados de estímulos, opções, produtos, informação. Quando falamos de marcas portuguesas com história, a Sanjo é uma das que surge, a bordo de um sentimento e memória coletiva. Uma marca que nasceu nos anos 30, cresceu com o país e atravessou gerações, reinventando-se e expandindo-se, mas mantendo o foco num produto base: sapatilhas. Porque uma marca centenária não se sustenta apenas pela nostalgia, mas sim pela relevância. E é precisamente aí que reside o propósito de honrar o passado, projetando o futuro. Ao assumir a liderança da marca, assumi também a responsabilidade de preservar a essência que a tornou num ícone: uma sapatilha simples, duradoura, democrática e genuinamente portuguesa. O mundo pode mudar a um ritmo frenético, a moda pode rodar tendências de estação em estação, mas acreditamos que há produtos que resistem ao tempo porque representam algo maior do que uma estética. Representam cultura, autenticidade e identidade. Criámos peças de vestuário que complementam a marca, desde meias até T-shirts, mas sem esquecer que o calçado é o coração da marca. Porque a verdadeira inovação não está apenas em multiplicar produtos, mas em aperfeiçoar aquilo que já é essencial. Mesmo expandindo, fazemos menos e melhor, sempre com identidade portuguesa. Um produto intemporal constrói-se com propósito e bases sólidas Num mercado dominado pela fast fashion, pelo excesso e pela produção descartável, escolhemos o caminho responsável, harmonizando uma coerência entre gerações. Acreditamos na durabilidade, na qualidade e numa estética intemporal, e é esse mote de simplicidade que nos guia em cada par que produzimos. As Sanjo não se medem por estações, medem-se por histórias e por quilómetros de vida. Continuamos a fabricar localmente, garantindo que cada detalhe reflete a tradição portuguesa de bem-fazer. Trabalhamos com matérias-primas selecionadas, aliando técnicas que respeitam a herança artesanal à inovação necessária para responder aos estilos de vida contemporâneos. Ao mesmo tempo, ser uma marca intemporal é também ser uma marca consciente. Olhamos para a sustentabilidade não como uma tendência, mas como um compromisso. Produzimos em Portugal, reduzindo emissões associadas ao transporte e garantindo condições de trabalho éticas e transparentes. Uma mudança feita em 2019, quando voltámos a nacionalizar a produção, em Felgueiras. Por vezes, dar um passo atrás é a decisão certa para simplificar, regressar às origens. Estamos focados na redução de desperdício e na circularidade ao utilizar materiais reciclados e recicláveis sempre que possível. Ao desenvolver coleções com parceiros e fornecedores locais, pomos a tónica no que de melhor se faz por cá. Por fim, apostamos em processos que prolongam a vida útil do produto, mantendo uma produção controlada, evitando o excesso e o desperdício. Fazer menos, mas fazer melhor, esse é sempre o nosso princípio. O passado é a nossa base, o futuro o destino A história de uma marca não deve ser uma âncora, mas sim um motor. No caso da Sanjo, o património que carregamos inspira-nos a crescer, a inovar e a levar o nome de Portugal mais longe. Mas nunca deixamos para trás o que nos define: autenticidade, responsabilidade e orgulho no que é português. Porque uma marca só é verdadeiramente grande quando permanece fiel àquilo que a tornou única e quando escolhe contribuir para um mundo melhor.  Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.O conteúdo A força de um clássico português que se reinventa no simples  aparece primeiro em Revista Líder.