EUA revogou mais de 100 mil vistos desde retorno de Trump à presidência

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Os Estados Unidos revogaram mais de 100 mil vistos no primeiro ano desde que o presidente Donald Trump assumiu o cargo com um discurso anti-imigração, um número recorde, informou o governo nesta segunda-feira (12).  “A administração Trump não tem prioridade maior do que proteger os cidadãos americanos e defender a soberania dos Estados Unidos”, declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, acrescentando que a decisão foi tomada levando em conta prática de crimes, incluindo agressão e dirigir sob efeito de álcool.O número de vistos anulados desde a segunda posse do republicano, em 20 de janeiro de 2025, é duas vezes e meia superior ao de 2024, quando o democrata Joe Biden era presidente. O secretário de Estado, Marco Rubio, destacou com orgulho a revogação de vistos de estudantes que protestaram contra Israel. Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp! WhatsApp Rubio utilizou uma lei da era McCarthy, que permite aos Estados Unidos proibir a entrada de estrangeiros considerados contrários à política externa americana, embora alguns dos afetados de alto perfil tenham conseguido contestar com êxito as ordens de deportação nos tribunais. O Departamento de Estado informou que 8 mil dos vistos revogados correspondiam a estudantes.O governo americano também endureceu os controles para a obtenção de vistos, incluindo a verificação das publicações nas redes sociais dos requerentes. As revogações de vistos fazem parte de uma campanha mais ampla de deportações em massa por parte do governo, levada a cabo de forma agressiva mediante o aumento do número de agentes federais.O Departamento de Segurança Interna disse no mês passado que o segundo governo Trump deportou mais de 605 mil pessoas e que outras 2,5 milhões deixaram o país voluntariamente. Leia também María Corina Machado visitará Trump nesta quinta-feira Trump diz estar 'inclinado' em barrar investimentos da ExxonMobil na Venezuela *Com informações da AFP