O ministro Nunes Marques irá presidir o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante as eleições gerais de 2026. Esta será a primeira vez que um magistrado de Corte Superior indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comandará o tribunal eleitoral.Indicado por Bolsonaro ao STF (Supremo Tribunal Federal) em 2020, Nunes Marques assumiu a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Celso de Mello. Ele foi aprovado pelo Senado após sabatina e tomou posse em novembro daquele ano.Nunes Marques foi o primeiro nome indicado por Bolsonaro a chegar ao STF. Em 2021, o então presidente fez uma segunda indicação à Corte: André Mendonça, que tomou posse em dezembro. Leia Mais Eleições, emendas e código de conduta: as prioridades do Judiciário em 2026 Perspectivas 2026: A prisão de Jair Bolsonaro e a direita nas eleições Quem são José Olímpio e Dr. Flávio, que assumem vagas de Eduardo e Ramagem Diferentemente de outros tribunais superiores, o TSE tem uma composição temporária. Seus ministros não exercem mandato permanente no tribunal e são escolhidos a partir de diferentes segmentos da Justiça.O órgão máximo da Justiça Eleitoral é composto por sete ministros: três são originários do STF, dois do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e dois são representantes da classe dos juristas – advogados com notável saber jurídico e idoneidade. Os mandatos são de um biênio, podendo ser renovado, com única exceção dos magistrados do STJ que podem ficar apenas uma condução ao cargo.Os ministros Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, são integrantes titulares do TSE.Atual presidente da Corte, a ministra Cármen Lúcia deve deixar o comando do tribunal em maio. Com a saída dela, o vice-presidente Nunes Marques assumirá a presidência, ficando responsável pelas eleições de outubro deste ano.O presidente do TSE atua como o principal organizador do processo eleitoral, que vai desde a pré-campanha, registro das candidaturas, até a divulgação das pessoas eleitas. Nesta condição, Nunes Marques acumulará funções administrativas, normativas e jurisdicionais de alta complexidade.Sob sua gestão direta está o controle da logística nacional das urnas eletrônicas, a presidência de sessões para julgar registros de candidaturas e a condução do combate à desinformação, tendo inclusive o poder de polícia para tomar decisões urgentes contra irregularidades.Como rosto da Justiça Eleitoral, é comum que o presidente também faça pronunciamento público antes da eleição, com transmissão na TV, rádio e internet.Eleições de 2026As eleições gerais de 2026 já têm data marcada: o primeiro turno ocorre em 4 de outubro e o segundo está previsto para o dia 25 do mesmo mês.Segundo a Corte eleitoral, o país tem mais de 150 milhões de eleitores, que vão às urnas escolher seis representantes: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República.O comando das eleições em 2026 também deve ser marcado pela polarização entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Superintendência da PF (Polícia Federal), condenado pela trama golpista, e eleitores do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já indicou que vai disputar a reeleição.Enquanto no lado da direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL) já declarou ser candidato com o aval do pai. Ao mesmo tempo, outros potenciais candidatos aparecem com margem em pesquisas eleitorais, como é o caso do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).Análise: O que esperar das eleições presidenciais de 2026 | WW