Plano dos EUA para Venezuela tem três fases, afirma Rubio

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O secretário de estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse, nesta quarta-feira (7), que o plano americano para a Venezuela tem três fases, sendo a última delas a transição de poder das mãos do chavismo. “O primeiro passo é a estabilização do país. Não queremos que ele mergulhe no caos”, disse o secretário de Trump, afirmando que parte do processo inclui uma “quarentena” da Venezuela no mercado internacional. Uma das medidas é a apreensão de petroleiros.“O segundo passo será um passo que chamamos de recuperação, e é garantir que os americanos, o leste e outras empresas tenham acesso ao mercado venezuelano de uma forma justa”, disse Rubio, acrescentando que ao mesmo tempe se criará “o processo de reconciliação nacional, dentro da Venezuela, para que as forças da oposição sejam anistiadas e liberadas de prisões ou trazidas para o país e comecem a reconstruir a sociedade civil. E, então, a terceira fase, é claro, será a de transição”, disse o secretário de Estado.Desde sábado (3), quando Nicolás Maduro foi captura pelos Estados Unidos, a vice-presidente e agora presidente interina, Delcy Rodríguez, está no comando do país. Na terça-feira (6), ela afirmou, que não há nenhum agente externo comandando a Venezuela. A fala veio após Donald Trump, presidente dos EUA, dizer que os EUA ficariam controlaria o país até que houvesse uma transição.Mesmo com o posicionamento da presidente interina, porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou, nesta quarta, que as decisões que o novo governo venezuelano tomar serão “ditadas” pelos Estados Unidos. “Obviamente, neste momento temos a máxima capacidade de pressão sobre as autoridades interinas da Venezuela”, declarou Leavitt em entrevista coletiva. “Por isso, seguimos mantendo uma coordenação estreita com as autoridades interinas, e suas decisões continuarão sendo ditadas pelos Estados Unidos da América”, acrescentou.Washington pretende assumir o controle das vendas de petróleo venezuelano, sobretudo para se abastecer conforme seus interesses e, ao mesmo tempo, conter as vendas no mercado paralelo, a um preço inferior ao que a Venezuela deveria receber, afirmou Leavitt. Segundo Trump, o governo interino venezuelano teria lhe oferecido, em conversas telefônicas, “30 a 50 milhões de barris”.Forças americanas voltaram a aplicar o bloqueio ao petróleo venezuelano nesta quarta-feira, ao apreender um petroleiro já carregado em águas do Caribe e outro, sob bandeira russa, vazio, que vinha sendo perseguido há dias no Atlântico Norte.O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou no Congresso, após se reunir com parlamentares, que Caracas já entrou em contato para pedir que o petróleo apreendido no Caribe “faça parte do acordo” sobre o futuro do petróleo e enfatizou que, na Venezuela, “não estamos improvisando”.