Petro propõe confederação latino-americana: ‘Grande Colômbia’

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, propôs a criação de uma confederação de nações latino-americanas, a Grande Colômbia, que, a exemplo da União Europeia, teria parlamento, tribunal de justiça e conselho de governo. A proposta foi feita no sábado (10), por Petro em sua conta na rede social X. Ele anexou na postagem o mapa do que seria o território da Grande Colômbia, cobrindo, além da Colômbia, os vizinhos Venezuela, Equador e Panamá, além de parte da América Central e da Guiana.Está es la Gran Colombia, era la idea de Bolívar y propongo por voto constituyente de la población, que la reconstruyamos como una confederación de Naciones autónomas.Tendríamos unas políticas comunes en las materias que proponga el pueblo. Indudablemente la política comercial… pic.twitter.com/cUB2R5ZUYm— Gustavo Petro (@petrogustavo) January 10, 2026“Teríamos políticas comuns nas matérias propostas pela população”, escreveu o presidente colombiano, acrescentando que a confederação seguiria uma política comercial voltada para a industrialização, de modo a torná-la um centro do mundo e da América Latina em áreas de energia limpa, conhecimento e infraestrutura. Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp! WhatsApp A ideia, como lembrou Petro, resgata o projeto de Simón Bolívar. Entre 1819 e 1831, a Grande Colômbia, criada por Bolívar, uniu os territórios das atuais Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá, além de partes do Peru e do Brasil.  A proposta de Petro vem na esteira das ameaças feitas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, de uma ação militar na Colômbia.Após a captura de Nicolás Maduro, na Venezuela, Trump declarou que a Colômbia é governada por um homem “doente”, acusando Petro de produzir cocaína que é vendida aos Estados Unidos. Na última quarta-feira, contudo, as trocas de insultos tiveram uma trégua durante a conversa telefônica entre os dois presidentes. Trump anunciou que uma visita de Petro à Casa Branca é aguardada para a primeira semana de fevereiro.*Com informações do Estadão Conteúdo Leia também Governo sírio retoma controle de Aleppo Agricultores franceses protestam contra acordo Mercosul-UE Crise no Irã: Entenda por que os iranianos estão indo às ruas em manifestações que já mataram cerca de 500 pessoas?