Caminhões no Brasil têm melhor eficiência ambiental do mundo

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Quando se fala em emissão de poluentes de veículos, os caminhões são vistos como vilões, enquanto carros 100% elétricos parecem ser os mais limpos ao meio ambiente. No entanto, no caso brasileiro, a  descarbonização no setor de transporte de carga atingiu um patamar de liderança global. É o que revela estudo conduzido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em colaboração com o Boston Consulting Group (BCG).Segundo o estudo, veículos pesados produzidos e operados no Brasil detêm a menor pegada de carbono do planeta quando analisados sob a metodologia de ciclo de vida completo. Este conceito, tecnicamente definido como “do berço ao túmulo”, engloba desde a mineração de matérias-primas e manufatura até o uso e o descarte final do bem. BYD lançará Song Ultra com 710 km de autonomia e você não pode comprar Quantos salários mínimos são precisos para comprar carro 0 km no Brasil? Jeep Renegade e Fiat Toro terão motor híbrido flex, confirma Stellantis A vantagem competitiva do Brasil é sustentada, primordialmente, por sua matriz energética. O país opera com uma matriz elétrica 90% renovável, o que impacta positivamente a pegada de carbono em toda a cadeia produtiva. O uso de biocombustíveis, incluindo o biodiesel, é outro ponto de destaque para explicar a posição do país. Os dados técnicos do estudo destacam que o caminhão urbano brasileiro operando com a mistura de 15% de biodiesel (B15) apresenta um nível de emissão de CO₂ inferior ao de um modelo 100% elétrico rodando na China. Enquanto o modelo elétrico chinês emite mais que o triplo do similar brasileiro devido à matriz energética daquele país, o Brasil se destaca pelo uso eficiente do biodiesel e do biometano.Fábrica da Scania em São Bernardo do Campo, São Paulo • 19/05/2025 REUTERS/Jorge SilvaUm exemplo entre as fabricantes de caminhões no Brasil é a italiana Iveco, que tem fábrica em Sete Lagoas (MG). A unidade mineira implementou um sistema de osmose reversa que permite o reuso de aproximadamente 14.500 m³ de água desmineralizada por mês durante a produção de caminhões.Globalmente, a ideia da marca é atingir a neutralidade de carbono até 2040. A companhia adota o ecodesign e o diagrama borboleta da economia circular para manter materiais em circulação por meio de remanufatura, reparo e reciclagem. Na unidade de Córdoba (Argentina), a Iveco transformou 94 toneladas de metal e alumínio em 900 volantes de inércia e 2.000 conjuntos de pedais, por exemplo.De acordo com o relatório (confira na íntegra), encomendado pelas fabricantes brasileiras, outro fator de destaque para a menor pegada de carbono é o uso de biometano e o biodiesel para o transporte rodoviário de longa distância. A Anfavea informa que o Brasil possui os caminhões rodoviários a diesel e a biometano com os menores índices de emissão do mundo. O caminhão operando com biometano 100% (BioGNV) representa o auge da descarbonização para rotas extensas, superando as tecnologias disponíveis em mercados como Estados Unidos e Europa.Foton lança primeiras picapes híbridas a diesel do Brasil e novos caminhões+4